Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 22/06/2021

Com o decorrer da revolução Tecnocientífica e consequentemente, o inicio da Era Digital, diversos fatores modificaram-se, um deles, foi a forma com que os seres humanos se comunicam na atualidade através das redes sociais. Apesar de essa nova forma de comunicação ser prática e muito benéfica, ela também traz grandes entraves para a sociedade atual, como; a facilidade de linchar pessoas através das redes sociais e a imposição do que é politicamente correto.

Nesta perspectiva, no Big Brother Brasil de 2021, foram exemplificadas situações como estas, quando as participantes Lumena e Karol Conka, começaram a impor seus ideais aos participantes e aqueles que não seguiam o “politicamente correto” imposto, eram cancelados, excluídos e linchados. Este caso, ocorreu com o participante Lucas, quando ao cometer um erro, foi excluído por parte significativa da casa, não podendo participar das refeições junto dos outros “Brothers”. Fatores como estes, fizeram com que Lucas ficasse extremamente depressivo, desconfiando do seu próprio caráter e pedindo para sair do programa. Ademais, por apenas uma atitude, todas suas boas ações foram invalidadas e seu caráter foi posto como duvidoso aos participantes da casa.

No entanto, este caso ocorreu fora do mundo digital, o que fez com que mesmo tendo posicionamentos agressivos, as participantes “canceladoras” tiveram de ter certa coragem para imporem seus ideais ao participante Lucas. Portanto, na internet, é necessário somente uma publicação, que pode destruir vidas, carreiras e famílias, muitas vezes, sendo divulgados por perfis falsos, sem ao menos exporem suas identidades. Tendo em vista estes aspectos, fatos como este passaram a ser comuns nas redes sociais com o surgimento das influenciadoras digitais, como ocorreu com a “influencer” Gabriela Pugliesi, que ao reunir dez amigos durante a Pandemia do Coronavírus, perdeu milhares de seguidores e foi cancelada por tamanha irresponsabilidade. Desta forma, os internautas se sentem no direito de lincharem a blogueira e fazerem justiça com as próprias mãos, ação que além de ir contra a Constituição Brasileira, causa danos prejudiciais à saúde mental daquela pessoa que errou, podendo causar até mesmo suicídio. Indubitavelmente, é claro que o linchamento não traz aprendizados à pessoa que errou, apenas causa traumas e possíveis danos à saúde mental da mesma.

Tendo em vista estes fatores, faz-se mister que nas escolas, o Ministério da Educação elabore uma campanha por meio de palestras educativas, junto de educadores e psicólogos, para que as crianças e adolescentes saibam a diferença entre a liberdade de expressão e o cancelamento, com a finalidade de ter-se uma sociedade menos violenta e opressora. Para que assim, no futuro, tenha-se cidadãos que respeitem as individualidades do próximo.