Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 22/06/2021

Em diversos casos históricos, como o silenciamento de Nicolau Copérnico pela igreja e sociedade de sua época, a defesa de ideais foi priorizada sobre a discussão civilizada, que veio a se tornar tão prezada no mundo acadêmico. A sociedade do século XXI demonstra as mesmas conotações no que se refere a cultura do cancelamento, diretamente relacionada com as redes sociais e a ética. Nesse contexto, o tema é um desafio no Brasil, e persiste devido não somente ao individualismo nos discursos de ódio, mas também a questões socioculturais.

O primeiro paralelo traçado entre as duas situações é o individualismo, e este mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. Diversoso sociólogos estudaram este conceito, como Durkheim por exemplo, e a conclusão obtida por ele é de que o primeoro instinto humano é preservar o individual, refletindo como sua aparência é concebida pelos demais na sociedade. A tese do sociólogo pode ser observada de maneira específica na realidade brasileira, no que tange a cultura do cancelamento, já que esta cultura consiste em diminuir a imagem de outros para enaltecer a própria, mesmo que momentaneamente. Essa liquidez que influi sobre a questão das redes sociais funciona como um forte empecilho para sua resolução.

Com isso, torna-se necessária uma intervenção pontual no problema. Então, é preciso que o Ministério da Educação , em parceria com o Conselho Federal de Psicologia do Brasil e as prefeituras, desenvolva “workshops” e oficinas educativas em escolas, sobre a importância da empatia para o enfrentamento de problemas sociais e para o equilíbrio da sociedade. Além disso, podem ser disponibilizadas atividades práticas, como dinâmicas, dramatizações e jogos, a fim de tratar o tema de forma lúdica, para que a discussão civilizada se torne algo banal, e não a exceção.