Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 11/08/2021

Em 2021, durante o Big Brother Brasil, a cantora Karol Conká foi cancelada durante a passagem no programa e, quando foi eliminada, passou a ser vítima de ataques constantes. Fora desse cenário, é possível observar que a falta de um debate sobre a cultura do cancelamento afeta negativamente a sociedade contemporânea. Como exemplo de causas que agravam o impasse, é necessário citar a negligência governamental e a ineficiência da fiscalização nas redes sociais.

Primeiramente, é de suma importância ressaltar que a cultura do cancelamento tem relação com a negligência governamental. Segundo o site “O Globo”, no final da década passada, houve uma queda considerável no número de médicos nas unidades públicas de saúde, entre eles, os psicólogos. Dessa maneira, é observável que sem o devido e eficiente suporte mental ao paciente vítima do cancelamento, há a possível agravação do quadro psicológico do indivíduo, podendo resultar em doenças mentais, como depressão e ansiedade. Isso se deve, na maioria das vezes, à falta de financiamento médico nas unidades de bem-estar. Dessa forma, a negligência governamental está ligada com a prática constante do cancelamento.

Além disso, a ineficiência da fiscalização nas redes sociais agrava a questão da cultura do cancelamento. De acordo com o site “Folha de São Paulo”, em 2020, apenas uma pequena porcentagem dos crimes virtuais, como o cyberbullying, foram levados à justiça e punidos. Visto isso, é possível relacionar que diversos praticantes, em sua maioria, não tem receio dos possíveis crimes virtuais praticados, pois não há a devida execução de crimes no cenário online. A causa disso, na maioria dos acontecimentos, se deve à falta de agentes fiscalizadores nas redes sociais. Assim, a cultura do cancelamento tem relação com a ineficiência da fiscalização nas redes sociais.

Portanto, são necessárias medidas para incentivar a questão do debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea. O Ministério da Saúde – órgão responsável pela questão do bem-estar brasileiro – deve, por meio de financiamento, garantir a assistência médica necessária para as vítimas do cancelamento virtual, com objetivo de melhorar a questão psicológica desses pacientes para serem reinseridos na nação. Ademais, cabe ao Facebook e Instagram – mídias sociais de longo alcance – realizarem, por meio de agentes especializados na questão jurídica, uma melhoria na questão fiscalizadora, com objetivo de aprimorar o ambiente social na internet. Por fim, com as medidas em vigor, é esperado que casos de cancelamento, como o da Karol Conká, sejam raros na sociedade contemporânea.