Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 26/06/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, defende a manutenção entre os povos de uma mesma nação. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário, quanto a questão da cultura do cancelamento. Nesse contexto, percebe-se configuração de um problema de contornos específicos, em virtude da falta de empatia e compreensão, em relação as pessoas publicas, que estão sendo atacadas, por algo que citaram.

É indubitável, nesse contexto, que a questão da empatia é a grande responsável pela complexidade do problema. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. A tese do sociólogo pode ser observada de maneira específica na realidade brasileira, no que tange ao apagamento na sociedade. Essa liquidez que influi sobre a questão do cancelamento funciona como um forte empecilho para sua resolução.

Outro ponto relevante, nessa temática, é a falta de compreensão. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre “cultura do cancelamento”, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema. Pode-se observar varias personagens públicas que deverão suas vidas apagadas, por conta de um citação errada, como exemplo temos o jornalista William Waack, onde chegou a ser demitido da rede Globo.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Assim, especialistas no assunto, com o apoio de ONGs também especializadas, devem desenvolver ações que revertam a má influência midiática sobre a exclusão na sociedade contemporânea. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertem sobre as reais condições da questão, comparando com o tratamento que a mídia dá com relatos de pessoas que vivenciaram de fato tal problema. É possível, também, criar uma “hashtag” para identificar a campanha e ganhar mais visibilidade, de modo a conscientizar a população sobre as consequências do tratamento que determinados canais de comunicação dão ao assunto. Por fim, o papel da nossa sociedade, não é excluir ninguém, para tudo deve haver um consenso, desse modo, somente partir dessas ações e compreensão, espera-se promover a construção de um Brasil melhor.