Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 01/07/2021

No episódio “Queda Livre” da série de TV Black Mirror, conta sobre uma realidade alternativa, cujo as pessoas são julgadas por uma inteligência artificial diante da sociedade. Fora da ficção, a cultura do cancelamento tem se tornado cada vez mais frequente. Ao refletir a respeito dessa problemática, no século XXI, ocorre em virtude da tentativa de punição virtual, o que afeta psicologicamente as vítimas. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.

A princípio, torna-se possível perceber, que o “cancelamento” é uma tentativa de justiçamento. Diante disso, percebe-se, de acordo com o artigo escrito pelo médico Dráuzio Varella, sobre a violência, pois a mesma ocorre pela perpetuação de hábitos, se tornando um ciclo. De maneira análoga, identifica-se, que é necessário mudar desde a infância, para que os hábitos se transformem.

Desse modo, o linchamento virtual traz diversas consequências para a saude mental dos usuários. À vista disso, por exemplo o acaso da blogueira, Alinne Araujo, o qual após diversos xingamentos e comentários negativos sobre ela, após ela se casar sozinha, pois foi largada no altar, se suicidou, vendo como última alternativa tirar a própria vida, pois não aguentou a pressão do “cancelamento”. Seguindo essa linha de pensamento, verifica-se que a tecnologia tem afetado exponencialmente a vida da população, pois aumenta os casos de ansiedade e depressão, logo o suicidio.

Por conseguinte, fica claro que ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que as Mídias Sociais desenvolvam uma campanha contra o linchamento virtual, de modo que as pessoas se sintam possam conviver pacificamente, com o objetivo que de o “cancelamento” seja infimo. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam o combate a ansiedade e depressão, de forma que o tecido social desprenda-se de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante, como relata a série “Black Mirror”.