Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 11/08/2021
Segundo o pensamento de Albert Einstein, " duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, em relação ao universo, ainda não tenho certeza absoluta". De fato, tal estupidez ilimitada pode ser verificada na idiossincrasia do ser humano na questão da cultura do cancelamento na sociedade contemporânea, em que uma pessoa ou um grupo é julgado por seus comportamentos ou atitudes. No entanto, essa atitude é questionável, já que o dever do cidadão não é julgar o outro e sim viver em fraternidade, como resultado, esses indivíduos sentenciados pela sociedade sofrem demasiadamente. Perante o exposto, torna-se imperioso atuar para reverter esse quadro, que tem como causas o egocentrismo e a invisibilização.
Sob esse viés, pode-se apontar como um fator determinante da cultura do cancelamento o egocentrismo. Nesse cenário, de acordo com Charles Darwin, o homem é possuidor de arrogância e pensa me si mesmo como uma grande obra merecedora de uma divindade. De fato, é possível perceber que o egocentrismo humano está presente na cultura do cancelamento na sociedade, uma vez que muitas pessoas, além de só pensarem em si mesmas, ainda sentem algum tipo de prazer pessoal em oprimir outro indivíduo, que na maioria das vezes não desfruta do direito de se defender diante desse comportamento. Diante dessa perspectiva, há, efetivamente, uma relação entre egolatria e a cultura do banimento, que so será revertido quando a população começar a praticar a empatia.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a invisibilização que está fortemente presente no problema. Nessa conjuntura, para Zygmunt Bauman, “na era da informação, a invisibilidade é equivalente a morte”. Realmente, hà uma invisibilização instaurada na questão da cultura do cancelamento, visto que esse problema pode ser uma gatilho para doenças mais graves como a depressão, porém, percebe-se que pouco se discute sobre essa contrariedade, e existem poucas campanhas de conscientização sobre as consequências desse comportamento deplorável. Logo, faz-se indispensável que esses os hábitos de exclusão ganhem a visibilidade necessária para serem combatidos e eliminados da sociedade.
Infere-se, portanto, que a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea é um problema que carece de intervenção. Para isso, o Ministério das Comunicações deve elaborar campanhas de conscientização e prevenção da cultura do cancelamento, por meio de programas de televisão, rádio e internet, a fim de oferecer conhecimento para a população sobre as consequências dessa conduta. Tal ação pode, ainda, contar com o apoio das escolas para sensibilizar os mais jovens. Paralelamente, é preciso intervir no egocentrismo presente no problema. Por consequência, será possível reverter a estupidez humana citada por Albert Einstein.