Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 08/07/2021
Na Grécia Antiga, ocorriam linchamentos em praça pública, os quais apredejavam pessoas de acordo com a sociedade achava correto ou não. Em paralelo a cultura do canlemaneto, isto é, um linchamento, só que virutal atualmente, têm se tornado cada vez mais frequente. Ao refletir a respeito dessa problemática, no século XXI, ocorre em virtude da tentativa de fazer justiça, o que afeta psicologicamente as vítimas. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.
A princípio, o “cancelamento” é uma tentativa de justiçamento. Diante disso, percebe-se, de acordo com o artigo escrito pelo médico Dráuzio Varella, sobre a violência, já que a mesma ocorre pela perpetuação de hábitos, se tornando um ciclo. Portanto, com a ascensão da internet tornou-se ainda mais fácil atingir esse objetivo, uma vez que, em apenas um clique pode afetar toda a vida de uma pessoa, através de palavras de baixo calão e até ameaças graves. De maneira análoga, identifica-se, que é necessário mudar desde a infância, para que os hábitos se transformem.
Desse modo, o linchamento virtual traz diversas consequências para a saude mental dos usuários. À vista disso, por exemplo, o caso da blogueira Alinne Araujo, a qual recebeu diversos xingamentos e comentários negativos, devido ao fato dela se casar sozinha, pois foi largada no altar. Logo, devido aos comentários a mulher se suicidou, vendo como última alternativa tal medida extrema, pois não aguentou a pressão do “cancelamento”. Seguindo essa linha de pensamento, verifica-se que a tecnologia tem afetado exponencialmente a vida da população, pois aumenta os casos de ansiedade e depressão.
Por conseguinte, fica claro que ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que as Mídias Sociais, principalmente o Twiter — onde principalmente ocorre o “cancelamento” — desenvolvam uma campanha contra o linchamento virtual, de modo que as pessoas possam conviver pacificamente e discutam de forma saudavel nas redes através de posts interativos, com o objetivo que de o “cancelamento” seja ínfimo. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam o combate a ansiedade e depressão, de forma que o tecido social desprenda-se de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante, como relata a série “Black Mirror”.