Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 14/07/2021

No filme “A Rede Social”, após o fim de seu relacionamento, um jovem universitário tem a ideia de criar o Facebook para difamar a imagem da ex-namorada, o que mais tarde resultaria em uma das maiores redes sociais do mundo. Já no Brasil, com a ascensão de outras plataformas, esse problema se fez presente, pessoas são julgadas e literalmente canceladas gerando consequências graves em suas vidas, e todos os cidadãos estão vulneráveis a esse tipo de massacre moderno.

Primeiramente, essa cultura surgiu com a boa intenção de dar voz a questões sociais que antes eram banalizadas, como por exemplo, o racismo, a violência contra as mulheres, LGBTQ+ e etc.  Entretanto, o público frequente ultrapassa quaisquer limites de conscientização dissipando ódio exacerbado através de discursos violentos, muitas vezes usando erros do passado para ser usado contra determinada pessoa, gerando uma onda de ódio, fazendo com que se crie mais resistência ao problema ao invés de aprendizado.

Por consequência, esse comportamento gera complicações na vida pessoal das vítimas, a maioria perde oportunidades de trabalho, assim como o desenvolvimento de doenças psicológicas devido a grande cobrança por parte do público conforme jornal Extra Globo. Tal situação não difere de outras violências causadas pela internet, como a exposição de fotos íntimas ou Bullying Virtual, pois causam o mesmo dano moral.

Portanto, urge que medidas sejam tomadas para combater o impasse, assim como leis já foram criadas, como no caso da atriz Carolina Dieckmann que teve suas fotos íntimas vazadas nas redes sociais, o Ministério da Comunicação (MC), por meio de verbas governamentais, elabore propagandas para conscientização do cancelamento e apresente junto a Constituição Federal um projeto que determine a proibição de tais atitudes. Somente assim, poderemos fazer uso de uma relação mais saudável e democrática das redes sociais no Brasil.