Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 19/07/2021

A explanação dos problemas sociais e das injustiças em face dos vulneráveis, tem gerado na sociedade reações das mais diversas formas, em busca do respeito e igualdade material. Para tanto, as redes sociais têm sido uma grande ferramenta para àqueles que querem refutar atos que visam menosprezar, segregar, violentar ou diminuir, de qualquer modo, classe ou pessoal vulnerável.

Não obstante a busca pela justiça social, os olhares frenéticos das pessoas em busca dos erro alheio, têm gerado julgamentos precoces, errôneos e condenatórios em face do sujeito, que por vezes, não está fazendo nada que seja moral ou criminalmente errado. Entretanto, em virtude da interpretação equivocada daquele que busca por justiça, o sujeito que nada fez ou que agiu de forma diversa daquele que julga, passa a ser alvo da cultura do cancelamento, ou seja, expurgado pela sociedade.

A pessoa cancelada passa a ser malvista, perseguida e odiada por um grupo indeterminado de pessoas que, em sua grande maioria, a conheceu pela divulgação do ato que a cancelou.

Importante salientar que, na maioria das vezes, o ato do cancelamento também ocorre por meio do ativismo virtual, ou seja, o viés para a propagação da justiça, de igual modo, também pode difundir a injustiça. Há vários relatos de brasileiros, sobretudo de figuras públicas, que estão passado por problemas psicológicos ou tendo até mesmo a liberdade restringida por causa dos ataques oriundos da cultura do cancelamento.

Entrementes, pode ocorrer de, por trás da cultura do cancelamento, existir uma carga de intolerância, haja vista que, o fato de existirem opniões, ideologias e crenças contrárias já vem dando ensejo a ataques por parte da sociedade. O ódio suscita se o outro pensa ou age diferente. A intolerância, por vezes, está presente e disfarçada pela luta por justiça.