Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 19/07/2021

Durante a Idade Média aconteceu a Santa Inquisição, tribunal religioso que penalisava as pessoas que eram vistas como hereges ou ameaças às doutrinas da Igreja Católica. Essa atrocidade foi extinguida a milhares de anos, mas ações semelhantes a ela ainda ocorrem todos os dias, na forma de cancelametos virtuais. Atualmente, essa prática é executada pelas redes sociais, como Twitter, etc. Desse modo, fica evidente que a internet virou um palco para julgamentos e discursos de ódio, gerando consequências graves para a saúde mental dos usuários, como aumento de ansiedade, depressão. Portanto, torna-se pertinente o debate de quais são os caminhos para combater tal problemática.

Em primeiro lugar, é notável que a cultura do cancelamento faz parte das redes sociais, principalmente no Twitter, onde há um grande número de perfis anônimos. Dessa maneira, muitos internautas escondem-se atrás da tela de um celular para expressar sua opinião negativa ou, até mesmo atacar verbalmente outros, pois ainda não existe nada que os penalize. Ademais, segundo Albert Ainstein, físico alemão, afirmava que tornou-se claro que a tecnologia ultrapassou a humanidade, comprovando que a modernização dos meios de comunicação sem supervisão contibui para a falta de empatia de alguns membros da sociedade.

Outrossim, é indiscutível que o cancelamento afeta severamente a saúde mental de uma pessoa, um exemplo disso foram os ataques direcionados à cantora Luísa Sonza no início de 2021. Os discursos de ódio e as ameças foram tão pesados ​​que um artista precisou ser afastado da internet , e por questões de segurança, foi para os Estados Unidos. Em entrevistas recentes, ela relata o aumento de suas crises de ansiedade e de pânico, ainda fala sobre o medo de passar por algo semelhante novamente. Essa situação revelação como muitos brasileiros não possuem empatia pelo próximo, e como não têm consciência das doenças mentais que as vítimas dos ataques podem acabar desenvolvendo.

Diante do exposto, fica evidente que as medidas são necessárias para acabar com a cultura do cancelamento. Para que esse comportamento seja erradiacado, o Governo Federal deve criar um órgão público que fiscalize de maneira eficiente as redes sociais. Por conseguinte, publicação com conteúdos de ódio direcionadas para o cancelamento precisam ser excluídas, e o responsável por elas deve ser multado, e consequentemente, banido temporariamente da plataforma. Além disso, seria interessante se o Estado, em parceria com a mídia, realizasse campanhas em horários e em redes sociais, através de vídeos de famosos ou psicólogos especialistas em doenças mentais, explicando como a cultura do cancelamente é maléfica para o corpo social. Somente assim é possível tornar a internent um local saudável e tranquilo sem afetar a saúde mental de seus usuários.