Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 20/07/2021

A cultura do cancelamento na atualidade

A cultura do cancelamento, inicialmente, era quando uma pessoa recusava outra por causa de um comportamento considerado errado, podendo ser temporário ou não, além de ser uma maneira de expressar a indignação e insatisfação da população contra atos criminais e preconceituosos, de maneira pacífica e em forma de protesto. Porém o “cancelamento” está se transformando em atos agressivos ao invés de seguros e tranquilos, não só por incentivar conflitos e o anarquismo, como pelos problemas mentais que a vítima pode sofrer por causa das acusações. Nesse sentido convém analisar as causas, consequências e possíveis soluções para esses problemas.

Primeiramente, pode-se compreender que o incentivo ao ódio e conflitos são um dos principais problemas causado pela cultura de cancelamento gerando sentimento de liberdade na população, a qual busca justiça sob qualquer circunstância considerada errada. A exemplo, a atriz Alessandra Negrini que desfilou no carnaval de 2020 fantasiada de índia, por conta disso, foi acusada de apropriação cultural, sendo “cancelada“ e criticada por muitos, além de enfrentar o ódio e conflitos digitais causados pela a polêmica, de acordo com uma reportagem feita pelo o G1. Esse fato permite a compreensão da magnitude que o problema pode atingir como resultado dessa cultura, tornando-se inadmissível esse comportamento influenciado pela repulsão.

Ainda, as consequências psicológicas causadas pelo cancelamento, leva as vítimas ao isolamento social, para um quadro depressivo e ao suicídio. A exemplo, o cantor Gustavo Amaral que foi denunciado em redes sociais sobre um possível estupro e transmissão de HIV para uma moça; conforme suas palavras: “sofria ataques pesados e não conseguia me defender. As pessoas não estavam interessadas no que ocorreu, mas em descarregar seu ódio, também fui ‘cancelado’ dos ambientes que frequentava, e fiquei com medo de sair de casa.” Mencionou que entrou em depressão. Com isso, percebe-se que o efeito de acusações são maléficas e inadmissíveis.

Logo, medidas são necessárias para resolver tais impasses. A Organização das Nações Unidas (ONU) em conjunto com o Ministério da Cidadania (MC) devem elaborar políticas públicas objetivando amparar as vítimas do cancelamento, por meio de debates sociais, com a participação ativa da mídia e do Ministério de Comunicação (MC), esperando-se, com isso, atenuar revoltas contra o “cancelado” dentro da sociedade e de diminuir casos de depressão e suicídio em decorrência desse cultura.