Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 20/07/2021
Apesar da crescente onda de globalização trazer consigo muitos pontos positivos, com toda essa massa de informação e facilidade de comunicação, vem também, uma grande toxicidade que é exposta, junto de palavras de ódio e ataques pessoais. Na internet, é comum que o dia a dia dos influenciadores e criadores de conteúdo seja completamente exposto ao público, assim como seus erros e acertos. Porém, com a ascensão da cultura do cancelamento, estes erros acabam por ser cada vez mais crucificados e demonizados, de forma que, mesmo o arrependimento e a busca por melhorar não é suficiente.
Segundo dados do próprio IBGE, tecnologia em si vem aumentando quase que exponencialmente, visto que, em 2019 cerca de 82% dos domicílios têm acesso à internet. Concomitante com este fato, as taxas de depressão e ansiedade também vêm aumentando, tendo um acréscimo de 34,2%, de 2013 para 2019.
De acordo com a psiquiatra Galiano Brazuna, que foi entrevistada pelo G1, com o cancelamento cria-se uma ideia de que, se a pessoa errou naquela atitude, logo ela sempre será daquele jeito. Ou seja, define-se uma pessoa inteira pelo seu pior momento, e não se possibilita uma chance de reparação. Um caso que ficou famoso por chocar á todos em 1994, foi o suicídio do renomado cantor e compositor Kurt Cobain, que, já vinha mostrando sinais claros de problemas na saúde mental e, de qualquer forma, ainda era massacrado pela mídia diariamente. Fato este que, apenas piorou seu caso clinico, culminando na sua trágica morte.
Assim, conclui-se que é essencial que estes problemas sejam tratados, desta maneira, seria ideal que o Ministério da Saúde junto de ONGs, afim de cessar os problemas que a cultura do cancelamento traz consigo, efetue programas de conscientização, como propagandas e palestras direcionadas ao público e aos usuários ativos da internet, deste modo, matando o problema pela raiz.