Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 04/08/2021

Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, política e economia é característica da “modernidade líquida” vivida no século XX. Paralelamente, essa tese do sociólogo ainda hoje é caracterizada nas problemáticas contemporâneas sendo atrelada à cultura do cancelamento. Dessa forma, a agressividade inerente e a falta de proporcionalidade nos julgamentos afeiçoam-se as principais causas da questão, à medida que implicam numa urgente resolução a nível mundial.

Primeiramente, é válido ressaltar que a cultura do cancelamento foi criada com o propósito de conceder voz aos oprimidos, como uma iniciativa de conscientização. Contudo ao longo do tempo os fatos foram embaçados e oprimidos transformaram-se em opressores, à proporção em qual os tornados-se extremistas em suas opiniões, cada vez mais etnocentristas, pregando suas verdades absolutas, isso transformou-se em violência, até mesmo cyberbullying. Exemplo disso, na música Flores do Vitão e da Luisa Sonsa, onde foram cancelados e sofreram várias tentativas. Destaca-se que o cancelamento da referência-se a ações ou gestos não aceitos ou considerados apropriados de acordo com um grupo de pessoas.

Ademais, é relevante saliente qual a conduta conduzida pela cultura do cancelamento, o qual pode ocasionar à exclusão social e virtual de um cancelado. Conforme a metáfora do filósofo Nietzche, em que um cordeiro diz a outros “essas aves de rapina são más; E quem para o menos possível ave de rapina, ou antes, o seu oposto, cordeiro-este não deveria ser bom?” a logica do autor é simplesmente apontar que os cordeiros para mostrarem bons e corretos devem analisar os erros dos outros e condenar. Logo, refletindo isso a falta de proporcionalidade nos julgamentos, compreende-se que uma motivação enraizada é apontar os erros e furos na rede, principalmente de celebridades e pessoas influentes na mídia.

Portanto, faz-se necessário uma solução para o problema vigente. Em sintese, cabe o Ministério das Comunicações promover uma ação, por meio das mídias sociais, sobre as resultâncias negativas da cultura do cancelamento no âmbito tecnológico, com palestras, cursos, e com a presença de recursos e célebres selecionados dessa ação social, nas os os quais contem suas histórias e seus pontos de vista sobre o assunto, com um básico de conscientizar uma população em razão do referido. É preciso que a realidade atual seja repensada. Ao Ministério da Educação promover o compreendimento sobre a importância do diálogo em detrimento da cultura atual do cancelamento. Isso pode ser feito por meio de debates nas escolas, tal medida pode ser promovida pela inclusão de carga horária obrigatória nas… aulas de filosofia e sociologia sobre o módulo “educação e cidadania”. desta maneira, espera-se construir um corpo social harmônico e livre da Modernidade Líquida.