Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 22/07/2021

Segundo o filósofo francês Focault, o povo, acostumado com a violência, aprende que ela é a alternativa mais viável para a solução de problemas. Nessa ótica, a cultura do cancelamento exemplifica a mais atual forma de agressão, gerando uma grave intolerância e uma segregação social. Logo, urgem soluções para atenuar essa conjuntura.

Em primeiro plano, é necessário abordar a aversão causada por esse modelo punitivista contemporâneo. Nesse contexto, após causar polêmicas no reality “Big Brother Brasil”, a cantora Karol Conká foi alvo de críticas e, inclusive, do “cancelamento”. Todavia, além da opressão pública, ela foi vítima de inaceitáveis discursos racistas e odiosos, o que retrata a agressão e a intolerância geradas por esse hábito punitivo e, infelizmente, comum. Desse modo, é notória a adversidade dessa cruel prática, a qual revela a hostilidade encontrada na nação.

Outrossim, é importante salientar a desunião social proveniente desse cenário. Sob essa ótica, é normal a grande perda de seguidores nas redes sociais ao ser cancelado, assim como ocorreu com as influenciadoras Gabriela Pugliesi e Anitta. Isso demonstra a falta de troca de opiniões entre os indivíduos, principalmente, nas mídias sociais, visto que um simples “unfollow” retrata sua insatisfação. Então, a sociedade é desestimulada a debater em prol de um pensamento, o que gera cidadãos inflexíveis e individualistas. Portanto, urgem mudanças contra esse inviável hábito, haja vista seus exponenciais impactos.

Dessarte, a fim de diminuir a disseminação da cultura do cancelamento, cabe às influentes mídias sociais - Instagram, Facebook e Twitter - esclarecer os malefícios desse costume, por meio de postagens que expliquem a origem, as preocupantes consequências e como lidar de forma correta com o desagrado diante de problemas e polêmicas. Assim, será possível ensinar o povo que a violência não é uma alternativa, de modo a formar pessoas justas e racionais.