Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 26/07/2021
Durante a Idade Média aconteceu a Santa Inquisição, tribunal religioso que penaliza as pessoas que eram vistas como hereges ou ameaças às doutrinas da Igreja Católica. Essa atrocidade foi abolida há anos, mas ações semelhantes a ela ainda ocorrem todos os dias, na forma de cancelamentos virtuais. Hordiernamente, essa prática é executada pelas redes sociais, como o Twitter, Instagram etc. Desse modo, fica claro que a internet virou um palco para julgamentos e discursos de ódio, gerando consequências graves para a saúde mental dos usuários, como o aumento da ansiedade e depressão. Portanto, torna-se pertinente o debate de quais são os caminhos para combater tal problemática.
Em primeiro lugar, é notável que a cultura do cancelamento faz parte das redes sociais, principalmente no Twitter, onde há um grande número de perfis anônimos. Dessa maneira, muitos internautas escondem-se atrás de uma tela para expressar sua opinião negativa ou, até mesmo atacar verbalmente outros, pois ainda não existe nada que os penalize. Ademais, Albert Einstein, físico alemão, afirmava que a tecnologia ultrapassou a humanidade, comprovando que a modernização dos meios de comunicação sem supervisão contribui para a falta de empatia de alguns membros da sociedade.
Outrossim, é indiscutível que o cancelamento afeta severamente a saúde mental de uma pessoa, um exemplo disso foram os ataques direcionados à cantora Luísa Sonza no início de 2021. Os discursos de ódio e as ameaças foram tão pesados que a artista precisou ser afastada da internet, e por questões de segurança, foi para os Estados Unidos. Em entrevistas recentes, ela relata o aumento de suas crises de ansiedade e de pânico, ainda fala sobre o medo de passar por algo semelhante novamente. Essa situação revela que alguns brasileiros não tem consciência de como as suas ações podem afetar o psicológico de outra pessoa e, como resultado, essa tem uma grande chance de acabar desenvolvendo alguma doenças mental.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Para que esse comportamento seja erradicado, o Governo Federal deve criar um órgão público que fiscalize o Twitter e o Instagram, já que são as redes sociais mais usadas pelos brasileiros, e que proteja os usuários de maneira eficiente. Se caso houver alguma publicação com conteúdo de ódio direcionada para o cancelamento ou que afete de alguma forma os usuários, essa deve ser excluída, e o responsável por ela será multado e banido temporariamente da plataforma. Além disso, o Estado, em parceria com a mídia, deve realizar campanhas em horários nobres e em redes sociais, por meio de vídeos de famosos ou psicólogos especialistas em doenças mentais, explicanco como a cultura do cancelamento é maléfica para o corpo social. Se essas medidas forem tomadas, a internet do Brasil será um local tranquilo para os usuários.