Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 28/07/2021

No reality show “Big Brother Brasil 2021”, a participante Karol Conká - cantora e influente nas redes sociais- a qual sempre mostrou-se engajada e com argumentos polêmicos (os quais vão contra o senso comum), vivenciou um aspecto alarmante da sociedade atual: a cultura do cancelamento. Fora do meio cinematográfico, essa é uma realidade crescente no Brasil, uma vez que muito se debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea. Desse modo, nota-se que medidas são necessárias para amenizar tal problemática. Nesse sentido, dois aspectos são relevantes: a anulação do direito humano de falhar e as consequências mentais dessa geração em um futuro próximo.

Em primeiro lugar, é necessário observar a supressão do direito de errar e como apresenta-se esse transtorno. Voltaire -filósofo iluminista francês- ratifica que “Não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-la”. No entanto, nota-se que a sociedade moderna vai contra esse princípio democrático, visto que não tolera realmente as adversidades, quando não é a verdade em que acredita. Então, essa coletividade (principalmente na internet) assumiram um papel de juízes de valores, retirando completamente o direito do outro de falhar, sendo cancelado por qualquer acontecimento considerado politicamente incorreto por um determinado grupo ou indivíduo. Em síntese, constata-se que não há um respeito nas crenças que não são as aceitas pelo senso comum, tornando-se inválido e humilhado quem assume uma postura contrária.

Ademais, é preciso debater quais as consequências dessa cultura futuramente. De acordo com o G1, 45% dos jovens entre 15 e 29 anos possuem depressão ou alguma doença mental. Assim sendo, é nitído que esses indíces altos não são por acaso, sendo esse entendimento de cancelar um grande causa. Tal problemática possui uma tendência de aumentar cada vez mais, uma vez que essa prática ganha mais força no meio digital, pois as pessoas aproveitam para se esconder atrás de perfis falsos, para expor sua opnião preservando sua identidade, sem arcar com nenhuma possível despesa desse ato. Em suma, verifica-se já nos dias atuais, as consequências sofridas por essa geração.

Dessa foma, muito se debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea, sendo notória as consequências psicológicas dessa anulação do direito humano de errar. Portanto, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) -o qual é responsável pela proteção dos jovens brasileiros- deve, por meio de campanhas escolares, alertar os adolescente sobre os prejuízos futuros desse compramento, uma vez que eles são os maiores praticantes desse problema, para que esse problema seja amenizado e a próxima geração não rethenam tantos problemas mentais. Além disso, a Mídia também deve ser mais responsávael ao divigulgar informações para preservar a saúde dos jovens.