Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 06/08/2021

A Constituição Federal de 1988 prevê a inviolabilidade da honra e imagem dos cidadãos brasileiros, inclusive na internet. No entanto, o que se observa é a potencialização do movimento denominado “cultura do cancelamento” nas mídias sociais. Nesse sentido, torna-se fundamental a discussão sobre determinado tema, uma vez que essa alarmante realidade se deve à falta de intervenção midiática e tem como principal consequência o aumento do número de suicídios.

Em primeira análise, é possível destacar a carência de influência midiática como dificultador do problema. Com isso, a série “Black Mirror” aborda, ao decorrer dos episódios, o relevante papel que a mídia desempenha no melhoramento e desenvolvimento da nação. Contudo, fora do cenário ficcional, pesquisa realizada pelo G1 aponta que somente 3,5% da mídia se preocupa em criar mecanismos (como debates, documentários e filmes) sobre a cultura do cancelamento e seus impactos negativos, a fim de transmitir informação e conscientizar a sociedade contemporânea. Assim, inúmeros cidadãos são impedidos de compreenderem sobre tal movimento e, consequentemente, de ajudarem a combatê-lo.

Por conseguinte, surge a questão do crescimento de casos de suicídios, o qual agrava significativamente a resolução do tema. Desse modo, pode-se citar como exemplo a morte do filho da cantora Walkyria Santos, o qual decidiu cometer suicídio após sofrer com comentários maldosos e homofóbicos e ser “cancelado” nas redes sociais. Dessa maneira, é possível perceber o quanto o movimento do cancelamento prejudica a saúde mental de vários indivíduos cotidianamente, o que pode causar doenças como ansiedade, depressão e estresse, de acordo com estudo feito pela CNN Brasil. Logo, pessoas portadoras de determinados transtornos psicológicos tendem a pensar mais na morte e em tentativas de suicídio.

Diante disso, é evidente a importância de combater a cultura do cancelamento. Para tanto, é dever da Mídia, com o apoio do Ministério da Saúde, a criação de campanhas educativas, por meio das redes sociais e televisão, de modo que informem sobre determinado movimento e suas consequências negativas, como o aumento dos casos de suicídios e desenvolvimento de doenças mentais, tendo como principal finalidade a conscientização de toda a populução. Nessa perspectiva, será possível o pleno cumprimento da Constituição Cidadã.