Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 07/08/2021
Sabe-se que com a evolução tecnológica, o ser humano passou a ter mais facilidade de se expressar perante a um grande grupo de pessoas, os usuários de mídias sociais. Dessa maneira, aquilo que conhecemos como crítica social, passou a se tornar uma cultura do cancelamento. Essa cultura, que primordialmente deveria chamar atenção para causas sociais, passa a trazer à tona tanto a cultura do ódio, quanto a perseguição do usuário afetado, gerando um debate sobre do que realmente se trata esse assunto.
Primeiramente, é importante ressaltar que, em um mundo globalizado e tecnológico, as pessoas estão sujeitas a serem críticadas em redes de fácil dispersão de informações. Ou seja, com uma filmagem ou uma expressão utilizada de forma inadequada, as consequências se tornam maiores. Dessa maneira, onde seria um espaço de crítica para a conscientização, acaba por se tornar um ambiente propício para a cultura do cancelamento.
Nesse ínterim, a perseguição de um usuário se torna algo popular e simples de ser feito. Com apenas alguns “cliques”, os usuários se tornam vias de disseminação de ódio e rancor por algo que, às vezes, até eles mesmos já poderiam ter cometido. Sendo assim, as ideias de senso comum são expandidas ao mesmo tempo que a condenação de alguém é praticada por milhares de pessoas. Porém, sem nenhuma política de repreensão do que realmente é e o que se camufla em liberdade de expressão.
Dados os fatos citados, nota-se que a necessidade do debate sobre a cultura do cancelamento deve ser cada vez mais repercutida. Dessa forma, pessoas influentes das redes sociais precisam iniciar a discussão referente à esse problema, tanto por meio de discursos em vídeo quanto em posts, os quais devem reafirmar que por trás de uma ação há também um ser humano. Para que assim, a cultura do cancelamento volte cada vez mais a ser uma forma de crítica e não mais uma condenação obsessiva.