Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 11/08/2021

“Você não precisa ser proeminente, famoso ou político para ser publicamente envergonhado e permanentemente marcado: tudo o que você precisa fazer é ter um dia particularmente ruim e as consequências podem durar enquanto o Google existir”, diz o colunista do The New York Times, Ross Douthat. Logo, a cultura do cancelamento está cada vez mais presente na sociedade. Visto que, tal atitude emerge consequências tanto para o cancelado quanto para o cancelador, sendo os distúrbios psíquicos e a falta de empatia, respectivamente.

Em primeiro plano, os transtornos mentais são latentes naqueles que foram alvos dessas ações. Porém, segundo pesquisas da Universidade de Emory, em Atlanta(EUA), aproximadamente 8 milhões de mortes por ano são atribuíveis a doenças mentais. Deste modo, a dimensão de um “hate” sobre outro indivíduo é desproporcional à suas decorrências, concatenando com o aumento da insegurança devido aos julgamentos pré determinados pelas pessoas que discordam com seu pensamento ou conduta.

Em paralelo a isso, as sequelas reconhecidas nos agentes canceladores condiz com uma lacuna a respeito da empatia. O filme “Extraordinário” lançado em 2017, com o personagem principal Auggie Pullman que nasceu com uma deformidade facial e alvo de bullying na sociedade, remete a necessidade da reflexão e compreensão de todos diante das diversas situações cotidianas. Portanto, a escassa solidariedade de se colocar no lugar do outro impossibilita novas perspectivas e pensamentos.

Dessa forma, é evidente que medidas interventivas sejam estabelecidas. Assim dizendo, o Ministério da Cidadania em conjunto com as mídias digitais, devem proporcionar folders virtuais e manuais inerentes ao termo “cancelamento” e suas implicações na sociedade, de modo em que todos possam ter acesso e usufruir desse material. Ademais, será possível encontrar cidadãos mais empáticos e solidários.