Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 17/08/2021
A obra “O triste fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto, tem como característica mais marcante seu nacionalismo ufanista, acreditando em um país útopico. Nessa perspectiva, o problema associado ao cancelamento na sociedade atual torna o país ainda mais distante do imaginado pelo sonhador personagem. Portanto, fatores como a desigualdade social e a ausência de empatia favorecem o agravamento desse impasse no país.
Em primeira análise, a severa desigualdade na sociedade perpetuam problemas contra pessoas de diferentes grupos sociais. Prova disso, dados do “IBGE” Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, reproduz que no ano de 2020 o Brasil ocupa a 9° colocação de país mais desigual do mundo, evidenciando um grave nível de desigualdade no país. Desse modo, dificultando uma possível melhoria de relações sociais, uma vez que a intolerância se integre na sociedade.
Ademais, a falta de empatia impetuosamente presente na sociedade contemporânea, pode-se tornar um desafio na vida de pessoas que sofrem com esse obstacúlo. Nesse sentido, uma pesquisa divulgada pela Universidade estadual de Michigan (EUA), num comparativo entre 63 países o Brasil ocupava a 51° colocação de países mais empáticos, impedindo transfomações para um país mais justo e igualitário a todos.
Destarte, o problema da cultura de cancelamento representa uma ameaça concreta, não apenas aos indivíduos diretamente envolvidos como a todos cidadãos que, indiretamente, figuram vitimas de seu legado. Assim, o Estado deve investir em campanhas informativas sobre os riscos que a desigualdade acarreta sociedade, por meio de verbas. Espera-se, com isso, que a sociedade contemporânea saiba se colocar no lugar do próximo, respeitando suas ideias e diferentes classes sociais.