Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 19/08/2021
Segundo o filósofo francês Focault, o povo, acostumado com a violência, aprende que ela é a alternativa para a solução de problemas. Nessa ótica, a cultura do cancelamento exemplifica a mais atual forma de agressão, gerando uma grave intolerância e uma inviável segregação social. Logo, urgem soluções para atenuar essa preocupante conjuntura.
Em primeiro plano, é necessário abordar a aversão causada por esse modelo punitivista. Nesse contexto, no episódio “Queda Livre” da série “Black Mirror”, é retratado um cenário alternativo em que as pessoas se avaliam, entre si, em estrelas para cada ação diária. Diante da baixa nota, a personagem principal enlouquece, causando repugnânancia naqueles a sua volta. Analogamente, a situação é semelhante, visto que ao ser “cancelado”, o indivíduo é excluído do grupo social, o que retrata a intolerância gerada por esse inaceitável hábito punitivo. Desse modo, é notória a adversidade oriunda dessa cruel prática.
Outrossim, vale salientar a desunião proveniente dessa temática. Sob essa ótica, de acordo com o filósofo Stephen Hawking, as grandes falhas da humanidade ocorreram pela falta de diálogo. Por isso, infelizmente, a comum perda de seguidores nas redes sociais ao ser cancelado demonstra a falta de debate em prol de um pensamento, visto que um simples “unfollow” equivale à insatisfação popular. Então, sem a troca de opiniões, são gerados cidadãos inflexíveis, individualistas e, consequentemente, mais suscetíveis aos erros. Portanto, urgem mudanças contra esse inaceitável hábito, haja vista seus exponenciais impactos.
Dessarte, a fim de de diminuir a disseminação da cultura do cancelamento, cabe às influentes mídias sociais - Facebook, Instagram e Twitter - esclarecer os malefícios desse costume. Isso pode ser garantido por meio de postagens que expliquem as consequências dessa agressão e como lidar corretamente com o desagrado diante de problemas: pelo diálogo. Dessa forma, será possível ensinar o povo que a violência não é uma alternativa, de modo a formar pessoas mais justas e racionais.