Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 20/08/2021
Em 2021, a cantora Luísa Sonza foi afastada pela sua equipe das redes sociais após uma série de ofensas deviado à morte do filho do comediante Whindersson Nunes, ex da cantora, com Maria Lina, modelo. Luísa foi acusada de ter causado a morte da criança, mesmo estando longe do casal e sem manter contato com os dois. Esse ocorrido demonstra o poder da internet em difundir rapidamente o ódio gratuito e acusações injustas, evidenciando como a cultura do cancelamento é prejudicial. Nesse contexto, o debate sobre a cultura do cancelamento é necessário, porque ela é ineficiente aos seus fins ao não permitir o diálogo, que por conseguinte, não soluciona os problemas que acusa.
Primeiramente, o cancelamento impede a evolução pessoal. Após o ocorrido, o cancelado costuma pedir desculpas ao público e promete que aprenderá com seus erros. Todavia, o discurso não é geralmente aceito em totalidade pelo público, que prefere manter constante a lembrança dos erros do acusado em suas postagens nas redes sociais. Esse fenômeno já foi reclamado por influenciadores como Vihtube, que cuspiu na boca do seu gato em 2015 e continua sendo sistematicamente massacrada por um erro de 6 anos atrás, o qual ela já pediu desculpas. Dessa forma, ao não acreditar na evolução do ser humano, o cancelamento não permite o diálogo, tornando-se ineficiente.
Consequentemente, o cancelamento entra em contradição e não consegue solucionar o que propõe. Surgido na internet como forma de cobrar marcas e empresas sobre seu posicionamento político diante das minorias sociais, o cancelamento perde credibilidade ao não conseguir solucionar as questões complexas que propõe. Para o internauta, achar que o cancelamento de personalidades irá solucionar problemas sociais se torna uma forma de ilusão de justiça social. Isso ocorreu, por exemplo, com a blogueira Gabriela Pugliese, que ,ao dar uma festa clandestina em sua casa para 6 amigos durante a pandemia de COVID-19, foi cancelada e teve um prejuízo de 2 milhões de reais em perda de contratos. Após o linchamento virutal da blogueira, as festas clandestinas continuaram no país, ou seja, o cancelamento de pessoas públicas não é eficaz para a solução dos problemas sociais. Desse modo, a crítica constante do cancelamento, se torna um ódio gratuito.
Portanto, a fim de que o cancelamento seja combatido, é necessário que o Governo Federal, por meio do MInistério da Cidadania, se una por meio de parcerias com as redes sociais, como Instagram e Twitter, para a criação de campanhas online que desincentivem o linchamento virutal. Isso ocorreria na forma de “anúncios” em postagens que expressem o caráter deteriorante do cancelamento e que ele deve ser evitado para uma convivência pacífica nas redes. Assim, o cancelamento deixaria de ser um problema para a sociedade contemporânea.