Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 01/09/2021

Na obra “Utopia” de Thomas More, retrata a sociedade perfeita, ou seja, a sociedade que se padroniza sem conflitos sociais. Em paralelo, a sociedade brasileira atual não se compara a isso e está com um grande problema com o comportamento das pessoas que, fazendo mal uso da internet, incentivam a cultura do cancelamento. Nesse contexto, alguns usuários julgam qualquer erro das pessoas , sendo famosas ou não, utilizando xingamentos e termos ofensivos, sendo individualistas, onde muitas vezes são impulsionados por sites de fofocas e má influência midiática.

Sob essa análise, as pessoas que criticam, na grande maioria, não tem o intuito de ouvir a defesa, o que pode deixar informações subentendidas, oprimindo cada vez mais o psicológico da vítima. Nesse sentido o escritor Buckminster Fuller diz que o ser humano está adquirindo as tecnologias certas para as razões erradas, isso pode ser visto com o extremo ódio propagado nas redes sociais, o qual não é benéfico nem para o receptor e nem para o emissor. Todavia, o cancelamento deve ser repudiado em qualquer instância, porque todos os seres humanos estão sujeitos a erros, independente de fama ou dinheiro e quando recebem várias críticas, ansiedade e depressão podem ser desenvolvidas ao longo do tempo. Logo, esse comportamente tem que ser mudado, pois se trata também de saúde pública.

Ademais, fofocas e notícias distorcidas pela mídia pode ser uma forma de manipular a população para induzir ao cancelamento. Outrossim, no reality Big Brother Brasil, na temporada 20, Karol Conka foi uma participante altamente cancelada por praticamente todos os telespectadores por suas ações realmente rudes e falsas para com os outros participantes da casa. Porém, após toda a polêmica e notícias sensacionalistas para atrair o público, a mesma é convidada para um documentário no Globo Play, com o intuito de lucrar ainda mais. Dessa forma, pode-se observar que a mídia utiliza o cancelamento para o benefício próprio, influenciando pessoas a cultivar o ódio e assim ter curiosidade de como seria o próximo dia de reality ou como seria o documentário tanto comentado.

Destarte, faz-se imprescindível ações interventivas com o fito de amenizar a cultura do cancelamento, o ódio em excesso e a má influência midiática. Para isso, o Ministério da Educação deve investir em ações educativas, por meio de publicidades ou palestras - nas redes sociais, mídias e escolas - com o objetivo de diminuir os ataques na internet. Associado a isso, o Ministério da Justiça deve investigar e multar páginas de fofocas e canais da mídia que utilizam notícias sensacionalistas que tem o intuito de influenciar a população brasileira negativamente. Portanto, a sociedade poderá algum dia se padronizar sem conflitos sociais conforme a obra “Utopia” de More.