Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 31/08/2021

A ‘‘Terceira Revolução Industrial’’, trouxe a internet como inovação tecnológica. A partir disso, foram acentuados os problemas sociais do cotidiano brasileiro que passaram a ser perpetuados, também, nas redes sociais, como a cultura do cancelamento. Assim, torna-se imprescindível debater acerca da normalização da cultura do cancelamento, bem como as graves consequências que isso pode trazer para as vítimas.

O primeiro aspecto a considerar é que a sociedade normaliza o cancelamento de atitudes que não são aprovadas por parte dos indivíduos. Dessa forma, quem pratica tal ação não percebe que propaga um ato que viola o direito do outro à defesa como as leis estabelecem. Esse fato é um exemplo prático do conceito da filósofa Hanna Arendent de ‘‘Banalidade do Mal’’, os agressores cancelam as vítimas e acham esse ato normal, mas ele não é, é uma violência que precisa ser combatida.

Deve-se pontuar, também, que a cultura do cancelamento traz graves consequências ao cancelado. Isso porque eles têm suas vidas expostas, carreiras profissionais destruídas e sofrem com crimes ainda mais graves, como ameaças ou até assassinatos. Com base nisso, é pertinente pontuar o caso da cantora Karol com Conká que após ter inúmeras atitudes reprovadas pela sociedade durante o Big Brother Brasil, ela teve sua carreira destruída por um gupo de pessoas que ‘‘advogaram’’ nas redes sociais e que, ao fazer isso, erraram tanto quanto quem sofreu com a desaprovação social, pois não é um julgamento legítimo.

Portanto, medidas precisam ser tomadas para atenuar tal problema. Então, cabe ao Governo Federal, junto à Imprensa Socialmente Engajada promover a conscientização da população sobre o tema. Isso deve ocorrer por meio de cartazes nas redes sociais, como: Instagram e Facebook, pois elas têm um grande público consumidor, além de ser um dos meios de propagação da cultura do cancelamento. Essa medida tem a finalidade de que indvíduos que promovam essa violência percebam que eles podem acabar com a vida de diversas pessoas e que ao entender a gravidade da questão não se mantenham praticando-a. Afinal, é deve do Poder Judiciário julgar caso seja necessário e não dos civis.