Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 31/08/2021

‘‘A gente pensa que é livre pra falar tudo que pensa, mas a gente sempre pensa um pouco antes de falar’’. A citação da música de Gabriel,o Pensador, é presente na sociedade contemporânea, pois os cidadãos são minados pela cultura do cancelamento, exclusão de pessoas do ambiente virtual ou real, devido a atitudes consideradas questionáveis. Esse comportamento coletivo é danoso para a comodidade comunitária, na qual enfraquece os direitos sociais e desumaniza as relações interpessoais.

Em primeira análise, o óbice enfraquece os direitos constitucionais. De acordo com o filósofo Voltaire, o cidadão cede a sua liberdade ao Estado, que em compensação, deve garantir os seus direitos sociais, como a exemplo da liberdade individual. Contudo, com a massificação da cultura do  cancelamento e da concórdia estatal, essa independência pessoal é negligenciada, a qual oprime grupos e opiniões diferentes da maioria coletiva. Dessa forma, a adversidade minora as garantias da carta magna.

Além dessa perspectiva, a problemática desumaniza as relações interpessoais. Segundo a pensadora Hannah Arendt, a banalidade do mal é quando o ser renúncia a sua consciência pessoal, a qual ocasiona a desumanização das relações sociais. Análogo a essa concepção, denota-se o caso de insensibiladade com a cantora Karol Conká, em que o seu cancelamento, mais de 99% de rejeição no reality show Big Brother Brasil, é normatizado pelos telespectadores, no qual até os dias atuais afeta a vida da cantora fora das telas. Portanto, essa cultura do cancelamento é nociva para bem-estar coletivo e da comoção pública.

Destarte, cabe a Organização das Nações Unidas - órgão responsável por defender os direitos humanos - atenuar essa lesiva concepção coletiva. Nesse sentido, por meio da assitência dos meios difusores da informação, a exemplo das redes televisivas ou digitais, na divulgação de campanhas sobre o respeito dos direitos coletivos, a qual respeite a liberdade de expressão individual. A partir disso, possibilite mudar a situação exposta na música de Gabriel, o Pensador, como da sociedade contemporânea.