Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 06/09/2021
A cultura do cancelamento, inicialmente, tinha o intuito de chamar atenção para causas como justiça social e preservação ambiental. Era a forma de amplificar a voz de grupos oprimidos e forçar ações políticas de marcas ou figuras públicas. O debate sobre essa cultura na sociedade contemporânea mostra que seu intuito não é mais o mesmo, agora se retomar os ataques à reputação, ameaçando empregos, vida e saúde mental do atacado.
Primeiramente, é importante ressaltar, que o cancelamento e a falta de empatia passam a ser intolerância e esse ódio acumulado coloca em risco a moral e dignidade da pessoa que está sendo julgada. A teoria dessa cultura é corrigir as ações erradas de alguém pelo reconhecimento delas e a conscientização, que é a forma mais saudável de mudar, mas recentemente a prática vem se arnando muito agressivos. Essas críticas maldosas geralmente veem de perfis anônimos, pessoas escondem quem está para apontar os erros dos outros, sem antes ver que está deixando um enorme rastro de cimadia e transtornos por onde passar.
Aliás, a cultura do cancelamento ficou muito evidente no Reality Show da Globo, Big Brother Brasil (BBB) 21, participantes cancelaram outros quando saíram já estavam mais que cancelados, isso é o mesmo que querer acabar uma guerra com outra guerra, não tem cabimento. Foi o caso da cantora Karol Konká e a psicóloga Lumena que sai sendo odiadas e com as maiores taxas de eliminação do programa, pois passou todo o tempo julgando e fazendo de tudo para deixar o outro participante, Juliette, como uma vilã e preconceituosa quando na verdade elas estavam fazendo isso e um pouco mais, até ações xenofóbicas elas cometeram. Enfim, de tanto apontar o dedo para os erros dos outros que não perceberam quem realmente estava errando crucialmente.
Portanto, como medidas precisam ser tomadas, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos em conjunto com o Ministério da Educação deveriam promover campanhas educacionais e propagandas sobre a importância da empatia e o debate da cultura do cancelamento, pelo meio das escolas e universidades. E o Ministério da Saúde investiu no atendimento psicológico gratuito para toda a população. Dessa forma, ao invés de cancelarem, ajudaram tais indivíduos a agirem da melhor forma.