Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 06/09/2021
“O homem é o lobo do próprio homem”. Essa fala do filósofo Thomás Hobbes pode ser associada à questão da cultura do cancelamento na sociedade contemporânea, de tal forma que esse pensamento gera um conflito no meio social. Desse modo, nota-se que essa cultura está relacionada com dois fatores, ao egoísmo presente na sociedade e a normalização do mal.
Primeiramente, analisa-se o fato da cultura do cancelamento ser um empecilho na população brasileira. Mediante a isso, o estudioso Durkheim estava correto quanto a teoria da Solidariedade Orgânica, a qual afirma que as funções sócias na contemporaneidade torna-se individuais. Dessa maneira, observa-se que a cultura do cancelamento é fruto de uma sociedade egocêntrica como a citada pelo filósofo.
Outrossim, nota-se que a nação brasileira tem lutado contra a disseminação de ódio tanto nos meios digitais quanto nos meios sociais. Porém, infelizmente, a normalização do mal ainda está presente no meio social. Ademais, a cultura do cancelamento faz jus a teoria da socióloga Hanna Arendt, a qual diz que o agressor dissemina o mal mas sente culpa pelo fato, como se ele fosse uma pequena engrenagem de um grande sistema de produção. Desse modo, é notório que a falta conscientização do mal que os praticantes dessa cultura faz com a sociedade difunde ainda mais esse pensamento desprezível.
Portanto, observa-se que a cultura do cancelamento é entrave social. Logo, é dever da Escola educar as crianças com pensamentos de coletividade por meio de atividade em grupo, como jogos, brincadeiras e projetos. Também é de ver da Escola, base de formação educacional, acabar com a normalização do mal presente no âmbito social, por intermédio de palestras e campanhas sócias que esclareçam as consequências desse atos maldosos presente na sociedade. A fim de “modificar" a frase de Thomás Hobbes para “ o homem é amigo do próprio homem”.