Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 25/09/2021

Nos episódios da série dramática, “Control Z” é retratada a realidade de adolescentes que têm seus segredos expostos no âmbito escolar, sendo julgados por outros estudantes da instituição. Nesse sentido, no século XXI, no Brasil, o debate sobre a cultura do cancelamento é presente, o qual ocorre, evidentemente, devido aos conflitos de opiniões que geram problemas psicossociais aos indivíduos.

Preliminarmente, é pertinente elencar que a divergência de opinião é um promotor desse infortúnio. Nessa perspectiva, o episódio “Odiados pela nação”, da série “Black Mirror”, retrata inicialmente o ataque sofrido por algumas pessoas através das redes sociais devido a posicionamentos e pensamentos não aceitos socialmente. Logo, irrefutavelmente, é visível que o cidadão por não aceitar um opinião divergente do seu entendimento torna-se agressivo, desse modo, fomenta o cancelamento.

Outrossim, infere-se que os transtornos psicológicos são efeitos do linchamento virtual. Sob esse ponto de vista, segundo a psicóloga Bárbara Carissimi, o cancelamento gera uma sensação de isolamento, e isso impacta na saúde mental. Portanto, indubitavelmente, é notório que o individualismo e a ausência de empatia instigam o aumento dos números de pessoas com entraves mentais, haja vista que as vítimas do cancelamento não têm visibilidade na esfera populacional, dessa maneira, faz se mister a reformulação dessa postura hostil de forma urgente para que não ocorra na realidade o narrado na série “Black Mirror”.

Em vista dos fatos elencados, são necessárias medidas que extingam discussões por convicções distintas, bem como os danos psíquicos. Destarte, cabe às empresas digitais, que são responsáveis por redes sociais, criar políticas de serviço, por meio de anúncios nos meios de comunicações, como advertência aos usuários a respeito dessa problemática, com o objetivo de anular práticas semelhantes que sucederam na série “Control Z”. Ademais, o Ministério da Saúde deve implementar programas sociais, como palestras e conferências em institutos públicos e privados, por intermédio de psicólogos e vítimas do cancelamento, com a finalidade de dissolver problemas psicossociológicos causadas em razão da cultura do cancelamento.