Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 03/09/2021

A cultura de cancelamento surgiu no ano de 2017, e tem sido cada vez mais frequente na sociedade. Alguns exemplos deste tipo de acontecimento foram as ultimas edições do programa de televisão brasileira “Big Brother Brasil”, em que vários participantes do programa foram vítimas do cancelamento. Esta cultura, contudo, pode ser bastante prejudicial para a comunidade, por dois motivos principais, sendo estes a banalização deste acontecimento e a falta de informações requeridas para praticar tal ato.

Primeiramente é necessário entender que o cancelamento é uma ação antidemocrática, visto que quase nunca permite que a pessoa que foi cancelada se defenda contra as acusações. Apesar disso, muitas pessoas não tem noção sobre as consequências desta atitude. A filosofa Hannah Arendt em sua teoria da “Banalização do mal” fala justamente a respeito de atitudes malígnas que ocorrem na sociedade, mas que são normalizadas pois ocorrem a bastante tempo. Desta forma, é necessário acabar com esta atitude que está presente na sociedade brasileira.

Não obstante a isso, muitas pessoas cancelam alguém sem saber o real motivo deste gesto. O influenciador digital Douglas Costa se “autocancelou” em uma de suas lives, para provar que os canceladores não procurariam o  real motivo de sua atitude. Diante disto, várias pessoas podem ser canceladas injustamente, pois muitas dos indivíduos que praticam tal ato não pesquisam de verdade a respeito do tema.

Por estas razões, para diminuir os impactos da cultura do cancelamento na sociedade contemporânea, é neccessário que o poder Legislativo, responsável por criar e modificar leis, aumente a punição por crimes de difamação, para que menos pessoas sejam canceladas de maneira injusta. Além disso, é preciso que as empresas de aplicativos em que o cancelamento acontece, colaborem com a polícia, facilitando a identificação dos responsáveis por começar o cancelamento.