Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 04/09/2021
Na antiga Grécia, originou-se ostracismo que excluía e bania os indivíduos do convívio social por suspeita de atividades contra a liberdade pública. Igualmente, a cultura do cancelamento exclui e critica, virtualmente ou no mundo real, um grupo ou pessoa. Deve-se salientar que os prejudicados merecem uma segunda chance e cada fato deve ser julgado perante às leis que regem o Estado.
Em 2017, surgiram atos no mundo virtual nomeados de “#Metoo”, isto é, uma expressão utilizada por diversas mulheres em suas redes sociais com o objetivo de denunciar o abuso sexual de homens poderosos. Porém, outras pessoas iniciaram um movimento de cancelamento pelo simples fato da negação do ponto de visto do próximo ou até mesmo do gosto particular do outro. É necessário, a proteção desta, visto que existe a perda de recursos monetários, seguidores, chegando a acarretar até em problemas psicológicos.
Recentemente, Karol com K, ex-participante do BBB, foi alvo de críticas devido suas atitudes durante o confinamento do programa. O linchamento virtual custou à protagonista do “reality show” a quebra de contratos enormes. Contudo, sabe-se que este tipo de programa tem o objetivo de transformar o participante em vilão ou herói do povo e dessa vez a representante foi eleita a vilã. Independente de suas atitudes, deve-se ouvir o outro o lado e dar uma segunda chance, formando uma rede de apoio para protegê-la.
Concluindo, em uma sociedade regada abusos e valores preconceituosos, como a brasileira, é preciso que a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos trabalhe para penalizar aqueles que ultrapassam os limites da crítica e realizam o linchamento virtual. Porém, é através de campanhas em escolas que educaremos nossos futuros cidadãos a respeitarem a opinião do próximo. Assim, conseguiremos uma sociedade com direitos igualitários e conquistaremos a liberdade de expressão plena anulando a cultura de cancelamento.