Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 07/09/2021
O termo ‘‘cancelamento’’ se tornou bastante popular nas redes sociais, trata-se de quando os usuários da internet julgam os atos dos outros como errados e o ‘‘cancelam’’, fazendo-os ficarem isolados, segundo a ‘‘BBC’’. Nesse sentido, é válido analisar como ser cancelado afeta a saúde mental do indivíduo e de que forma os debates, acerca da cultura do cancelamento, afetaria na diminuição dos casos.
A priori, quando o indivíduo é cancelado nas redes, isso não afeta apenas sua vida virtual mas também, e principalmente, a vida fora das telas, visto que sua saúde mental é afetada grandemente. Em consonância disso, o caso da participante do reality ‘‘Big Brother Brasil’’, Karol Conká, se torna exemplo, em virtuda dela ter sido cancelada pelo público e afirmar que desenvolveu depressão após o ocorrido, além de ter tido que procurar tratamento psicológico, segundo o site jornalístico ‘‘G1". Dessa forma, entende-se que essa cultura do cancelamento desenvolve graves problemas mentais nas vítimas.
Em uma segunda perspectiva, a cultura do cancelamento é com o intuito de fazer justiça para com os grupos oprimidos, porém, praticando isso, o público está fazendo outra pessoa sofrer opressão e, assim, continua o ciclo. Isso acontece pela falta de debates, visto que com discussões acerca disso (do que é ‘‘certo’’ ou ‘’errado’’ fazer/ falar e de como as vítimas dessa cultura sofrem) tornaria mais pessoas informadas e faria com que o público tivesse empatia, ao invés de oprimir o outro. Logo, os casos diminuiriam. Portanto, para que essa cultura do cancelamento venha ao fim, é importante que os influenciadores digitais usem dos seus grandes números de seguidores para os induzirem a não praticar tal ato e o Ministério da Educação inclua os debates, com relatos de pessoas que foram canceladas e o quanto foram prejudicadas mentalmente. Para assim, desenvolver a empatia das pessoas e os casos acabarem.