Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 07/09/2021
De acordo com a Constituição Federal de 1988, “é livre o direito de expressão, mas é vedado o anonimato, também o direito de resposta, sendo invioláveis o direito, a honra e a imagem”. Nessa lógica torna-se necessário democratizar as leis brasileiras principalmente em meio a cultura do cancelamento que anulam pessoas e até que ponto essas pessoas podem ser sabotadas. A partir disso, faz-se relevante a compreensão dessa cultura contemporânea de cancelar pessoas nas redes sociais e suas limitações sociais e constitucionais. Primeiramente, observa-se Michel Foucault, filósofo francês com o conceito o “corpo dócil”, é aquele que não domina o discurso, não tem o saber e pode ser facilmente manipulado, administrado. Embora a internet seja uma ferramenta que também é para agregar conhecimento, através da manipulação das redes sociais e o mal uso legitimamos a teoria acima citada através do cotidiano das ações dos indivíduos contemporâneos de cancelamento. É indiscutível, então que haja maiores informações sobre a questão social na internet, para que haja respeito social. Ademais, é possível perceber que há conclusões, opiniões e apologias em conflito na sociedade e esse fato precisa ser resolvido nas limitações da lei. O fato é que o pensador John Lock, filósofo inglês, pontua que o estado deve garantir o direito dos cidadãos. Assim as redes sociais precisa de legislação própria, parâmetros na lei constitucional, e democratizar o conhecimento desses, para que se crie uma relação de respeito social, também combate aos crimes midiáticos. Portanto, o posicionamento é delegar em cima do que deve ser criado como lei e democratizado a sociedade, não se pode julgar, cancelar, constranger, por não dividir a mesma opinião, mas é relativo de acordo com o comportamento e o que é divulgado na mídia se afeta a integridade, “uma ação gera uma reação”, tendo em vista que é preciso ações por partes dos governos e responsáveis pelas mídias sociais, trazer, cultura, coexistir de forma integral.