Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 06/09/2021

A “cultura do cancelamento” é uma expressão que se refere ao ostracismo da fala de uma figura pública em redes sociais. Ela não é, essencialmente, algo novo, apenas está renovada: com a vigilância tecnológica. Sendo assim, já aconteceram repúdios na História: mulheres queimadas vivas na Europa medieval; judeus, ciganos, homossexuais na Alemanha nazista. Dessa forma, essa “vontade coletiva” incentiva duas coisas: certa fiscalização de marcas e/ou empresas e discursos de ódio.

A princípio, empresas podem, por exemplo, afirmar uma coisa e fazer outra. Esse é o caso do Toshiba - um conglomerado multinacional japonês voltado às novas tecnologias -, que produziu uma impressora que apaga impressões, visando evitar desperdício de papéis. Entretanto, essa é uma das empresas que, segundo o Greenpeace - uma organização não governamental que atua na preservação do meio ambiente -, mais produzem de maneira ecologicamente incorreta. O olhar do público pode pressionar a empresa para que tenha, de fato, ações que conservem o ecossistema, garantindo, assim, um mundo melhor de se viver, no futuro.

Em segunda instância, a humanidade já se mostrou terrivelmente cruel no decorrer da História: os bebês especiais deixados nas florestas para morrerem; apedrejamento de mulheres; inserção de pessoas em câmaras de gás; lance de bombas atômicas em cidades. Tal lista é enorme, mas o fato é que esse “cancelamento” pode ser descomedido: no sentido das pessoas não enxergarem limites na “correção” da fala da figura pública e discursarem ódio contra esse indivíduo ou o grupo que ele faz parte.

Sendo assim, é necessário que todos tenham cautela quanto à “cultura do cancelamento”. A população deve se informar sobre as práticas das empresas das quais consome, visando cobrar ações consoantes ao que “pregam”, pelas mídias digitais e/ou não. A empresas mais influentes, por sua vez, têm a incumbência de conscientizar o povo para a empatia, por meio de “lives”, rodas de conversa, entrevistas com especialistas, objetivando ter uma sociedade mais respeitosa e menos odiosa.