Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 06/09/2021

Durante o “Big Brother Brasil 21”, a participante Karol Conká, praticou atos de pressão psicológica em outros participantes, assim que saiu do reality ela enfrentou uma onda de cancelamento e de “haters” na internet. Infelizmente, essas pessoas acham que cancelando ou mandando ódio pelas redes sociais é a forma correta de agir. Sendo assim, é necessário entender esse movimento de fazer justiça com as “próprias mãos” e que a forma de diminuir a cultura de cancelamento é por educar a população.

A princípio, as pessoas acham que o cancelamento é a melhor maneira de lidar com a situação, muitos acabam usando as redes sociais para destilar ódio e até ameaças. Segundo a filósofa Hannah Arendt, a “Banalidade do Mal” origina a normalidade do problema. Nesse sentido, a banalização da cultura do cancelamento gera a normalização dessa atitude, no qual cada vez mais brasileiros se sentem no direito de cancelar alguém que cometeu algum erro na internet. Sob esse viés, os cidadãos acham que ao deixar de seguir ou fazer comentários de cunho odioso estarão fazendo justiça, mas na maioria das vezes isso não é verdade, pois o cancelamento deixa de ser pra ensinar algo e passa a ser para atacar. E isso traz prejuízos para a saúde mental e para a família, uma vez que eles também se tornam vítimas.

Paralelo a isso, uma maneira de combater essa cultura de cancelamento é pela educação, visto que educar é a melhor forma de se estruturar uma boa sociedade. De acordo com o sociólogo Pierre Bourdieu, em sua teoria “Habitus”, o ser humano aprende algo e depois vai externar isso que foi aprendido. Nessa perspectiva, o homem vai ser um reflexo daquilo que lhe foi apresentado. E esse reflexo pode ser a cultura de cancelamento, de forma que ele se torne um cancelador, ou pode ser algo que o faça ensinar aquele que cometeu o erro. Desse modo, a pessoa aprenderá a ensinar aquele que errou com a educação anteriormente dada a ela. Por isso, que educar é tão importante, dado que ela tem o poder formar os cidadãos. Logo, para se minimizar essa cultura de cancelamento é relevante que a educação cumpra com seu papel de formador na sociedade brasileira.

Portanto, é importante o debate sobre a cultura de cancelamento na sociedade contemporânea. Em razão disso, o Ministério da Cidadania aja promovendo a diminuição dessa cultura, e pode fazer isso por fazer campanhas, que abranjam as redes sociais e a televisão, e deve ter como foco o combate ao cancelamento e o discurso de ódio atrelado a ele, para que a sociedade brasileira se torne melhor. Ademais, o Ministério da Educação, órgão responsável por formar os cidadãos, deve promover aulas que abordem maneiras de lidar com o erro dos outros na internet, ensinando, assim, jovens a não praticar o cancelamento , a fim de que os adolescentes aprendam a repudiar essa cultura.