Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 07/09/2021
Na obra “O Mito da Caverna” de Platão é apresentado homems acorrentados que tem como verdade tudo o que é projetado por sombras na parede a sua frente. Trazido para a realidade atual, ela exemplifica metáforicamente a cultura do cancelamento, consistindo em julgar atitudes de terceiros somente pelo que veem ou querem acreditar, sem analisar todo o contexto por trás de determinado comportamento, contribuindo assim para o impacto negativo na subsistência e saúde mental do cancelado.
Num primeiro plano, deve-se atentar a falta de dialogo presente nessas situações. Uma vez que, ao expor determinado acontecimento nas mídias sociais, é revelado também a identidade e privacidade do acometido, em virtude da falta de informação e necessidade de destilação de ódio gratuito que se tem na internet. Manchando assim a imagem do agredido e provocando a perca de oportunidades de trabalho, uma vez que o nome sujo se torna um empasse na obtenção de ocupações profissionais. Assim como aconteceu com Emmanuel Caffeti, trabalhador de 33 anos que foi demitido após acusação equivocada de supostamente exercer um símbolo racista enquanto dirigia, de acorodo com a BBC News.
Segundamente, se faz necessário o entendimento de que, por trás das telas, existem pessoas reais, garvemente afetadas em virtude do cancelamento. A maior e mais condenável consequência desse comportamento é o hate que segue junto a ele, onde toda repulsa e fúria é direcionada ao acusado. Assim gerando ou agravando os danos e doenças psicólogicas no individuo, o impossibilitando de viver normalmente em sociedade, como aconteceu com o Cantor Gustavito, homem de 33 anos que foi acusado de estupro por uma seguidora na internet, e a partir disso, desenvolvendo depressão e fobia social, se privando de sair de casa e viver em comunidade, de acordo com a BBC News.
Portanto, se faz necessário o combate e debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade comtemporânea, por meio do Ministério de Ciência, Tecnologia e Informação e da escola, principal agente formador de cidadãos, a implementação de leis que criminalizem ações extremas como essas, afim de proteger todos os usuários de mídias sociais, e a implementação e abordagem em escolas e projetos sociais sobre a saúde mental e o impacto que as mídias sociais tem na vida da comunidade afin de diminuir o discurso de ódio, melhorar a a qualidade de vida e promover a minimização ou até inexistência desse tipo de ataque nas redes sociais.