Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 24/09/2021
Anualmente, a rede globo transmite o conhecido reality show, “bbb”. Karol Conká, uma das participantes da edição de 2021, foi acusada de impor, diversas vezes, pressão psicológica sobre outros participantes. Como forma de punição, o público optou em cancelar a mesma, ultrapassando o limite profissional. Diante isso, a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea brasileira ainda é uma realidade. Sob esse viés, essa violência ocorre tanto pela influência midiática, tanto pelo individualismo.
Em uma primeira análise, tal prática de cancelamento é uma violência contra o individuo, ocasionando problemas à saúde mental aos cancelados. Nesse sentido, “pode se tornar gatilho para o agravamento de transtornos mentais, desde ansiedade, depressão, pânico com ou sem consumo de substâncias, entre outros aspectos.” afirma a psicóloga Lissia Pinheiro. Nesse aspecto, segundo o filósofo Jean- Paul, a violência, não importa de qual maneira ela se manifeste, é sempre uma derrota.
Em uma segunda análise, a má influência midiática e o individualismo são umas das bases que sustenta o revés. Nesse sentido, Adolf Hitler, líder nazista na Segunda Guerra Mundial, explorava os meios de comunicação a fim de convencer os germânicos a apoiarem a entrada da Alemanha no confronto. Com efeito, no presente, a mesma influência das mídias, objetivando a promoção de uma causa ou grupo específico, expondo suas perversidades perante o próximo em prol do favorecimento de seus interesses individualistas, de modo a relevar o impacto de suas ações.
Portanto, urge a necessidade de combater estes desafios. Para isso, é imprescindível que o Ministério dos Direitos Humanos efetue punições para que a sociedade diminua o julgamento perante o próximo, por meio de um projeto de lei. Nele deve constar que, o corpo social reduza seus julgamentos contra o próximo e tenham mais empatia, a fim de corrigir os erros das pessoas que foram “canceladas”. Dessa forma poder-se-á atenuar aos direitos discutidos por Hannah Arendt.