Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 11/10/2021
Ao afirmar, em sua celébre canção “O Tempo Não Para”, o poeta e compositor Cazuza faz, de certo modo, uma comparação entre o futuro e o passado. De fato, ele estava certo, pois a cultura do cancelamento não é um problema exclusivamente atual, uma vez que acontece desde o fortalecimento das pautas sociais na mídia sobre os movimentos negros, feministas e LGBT, que por volta de 2013 começou a ganhar mais e mais força nas redes sociais. Desse modo, na contemporaneidade, como dificuldades ainda persistem em decorrências de práticas relacionadas, seja pela postura de irrespeito social das pessoas no âmbito da inclinação a violência, seja pelas atitudes opressivas.
Sob essa perspectiva, convém enfatizar que as pessoas cada vez mais estão utilizando as redes sociais como um ambiente em que elas destilam comentários agressivos, ocasionando assim o cancelamento de influenciadores digitais ou famosos que deixam de existir na vida delas e não permitindo que elas sigam suas vidas sem a devida punição.
Além disso, consoante ao pensamento de Antônio Paim, “A justiça que se proponha assegurar a igualdade de resultados deve começar por cometer a suprema injustiça de punir aos bens dotados.”. É evidente, que a cultura do cancelamento desencadea um senso de julgamento moral, em que algumas pessoas possuem vivências diferentes e não conseguem enxergar seus erros antes de terem sido rechaçadas na internet, sendo então essa uma maneira delas mudarem, pelo menos exteriormente, para serem aceita novamente.
Desta forma, vê-se a necessidade de se obter políticas públicas eficazes a compreender o assunto. Além da importante participação do ministério da educação para elaboração de projetos em instituições de ensino, abordando as consequências da cultura do cancelamento e também como é necessário que os pais possam ensinar seus filhos sobre as enfermidades que atitudes de julgamento podem causar.