Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 26/10/2021
No programa Big Brother Brasil, da TV Globo, houve um caso de cancelamento da cantora Karol Conká, a qual, após ter atitudes questionavéis no programa, chegou a ser ameaçada de morte pelos telespectadores. Esse caso é apenas um exemplo do que ocorre no constante cotidiano dos brasileiros, refletido dessa cultura agressiva nas redes, que tem como causa a falta de leis no espaço virtual, causando problemas emocionais, à saúde mental e até o suicídio das vítimas desse crime. Logo, cabe analisar tal problema social para resolvê-lo.
A princípio, a internet é um local sem leis e fiscalizações sobre os usuários, assim os grupos se fortalecem, e o limite chega a ser os principais pontos a ser pensados. Segundo Michel Foucault, em sua ideia da “Microfísica do Poder”, o poder é pensado como um feixe de relações, relacionado ao mundo virtual e no cancelamento, quando as pessoas utilizam o poder da grande massa nas redes, a fim de boicotar e excluir o indivíduo com a atitude intolerável.
Outrossim, problemas emocionais são as graves consequências as vítimas que sofrem, além de inúmeros impactos à saúde mental, e podem gerar o suicídio. As pessoas canceladas, muitas vezes, precisam de acompanhamento psicológico e mental, para que a saúde e a rotina voltem ao normal.
Em suma, é de extrema importância que o poder legislativo, juntamente do Congresso Nacional, por meio da criação de leis e fiscalizações rígidas de ofensas nas redes, com o intuito controlar as agressões e o anonimato dos usuários, a fim de diminuir o cancelamento e as comunidades que levam ao extremo, e conscientizar aos praticantes dos problemas à saúde e à vida social dos excluídos. Dessa forma, a comunidade utilize a “Microfísica do Poder” para a união da força entre relações para algo de bem aos outros, admirável e respeitoso.