Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 31/10/2021

Na ficção distópica Gattaca, a sociedade é formada por individuos geneticamente modificados e apenas estes são aceitos na sociedade. Não distante da realidade, a cultura do cancelamento inserida no imaginário coletivo precede da mesma situação, apenas os que seguem tais regras evitam ser “cancelados”. Desse maneira, cabe analisar suas causas e  consequencias.

Tais causas tem como pontencializador as redes sociais. Segundo a teoria de Michel Foucault em seu livro “vigiar e punir”, o panoptico é um estrutura central no qual permite observar individuos de maneira anônima, de forma que não se sabe se está sendo vigiado ou não. Atrelado à isso, as redes sociais reproduzem no ambiente virtual o mesmo comportamento realizado pela estrutura, porém, que é realizado dos usuarios para com os usuarios, ou seja, todos são assistidos e julgados. De maneira que, todos estão sucetiveis as punições do cancelamento.

Além disso, a ação do cancelamento possui resultados extremos, corroborados pela sociedade. No programa Big Brother Brasil 21, a participante “Karol Conká” foi alvo do comportamento de cancelamento por condenarem suas atitudes com os outros participantes e a repercussão antigiu sua carreira de cantora e até mesmo ameaças aos seus familiares. Ao fazer paridade com o tema, é exibido como a sociedade do cancelamento reage de maneira exagerada para com a própria coletividade buscando atitudes “perfeitas”, de maneira que, comportamentos falhos são intoleráveis.

A fim de minorar, portanto, as consequências da cultura do cancelamento na sociedade contemporanea, as redes sociais como forma de evitar possivéis agressões desmedidas, deve inserir no seu código de conduta a punição de pessoas que ultrapassem os limites de uma crítica construtiva ao interagir com outros usuários, com o fito de criar um ambiente civilizado para todos. Só assim,  a realidade distópica da ficção não será reprisada na contemporaneidade.