Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 01/11/2021
Após a eclosão da Revolução Digital e a ascensão da internet, práticas sociais deploráveis emergiram. Dentre essas, salienta-se a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea. Certamente, essas ações são propiciadas pela má fiscalização estatal e intangibilidade das leis em ambiente virtual. Dito isso, deliberações pertinentes são necessárias para a resolução desse contexto.
Em primeira análise, destaca-se a ineficiência do Estado ao fiscalizar o espaço online. Segundo informações da Polícia Civil de São Paulo, dois terços dos criminosos do estado utilizam a internet como meio de propagar suas ações ilícitas. Analogamente, em menor escala, usuários se apropriam desse meio para proliferar a prática do cancelamento. É importante destacar que essa práxis se assemelha a uma diligência, posto que o alvo das acusações sofre um linchamento virtual e tem a biografia solapada.
Em segunda análise, ressalta-se a inespecificidade das leis brasileiras que regem o meio online. Indubitavelmente, consoante ao filósofo Thomas Hobbes: “uma comunidade sem lei configura-se como um polo para as maiores atrocidades”. Assim, pode ser definido o espaço cibernético brasileiro, ao passo que as leis não conseguem ser eficientes na punição dos criminosos. Posto isso, estes se sentem mais livres para disseminarem suas práticas de cancelamento, destruindo biografias e gerando graves consequências aos afetados, como depressão e transtornos de imagem.
Destarte, é mister a resolução de tal problemática. Para isso, urge ao Ministério da Defesa, por meio de medidas provisórias, o endurecimento das leis online, direcionando-as ao combate às práticas de linchamento digital. Vale propor que essa jurisdição seja sucinta e explicite em seu texto punições concretas aos infratores. Portanto, por meio dessa, objetiva-se tornar o ambiente cibernético nacional mais seguro e sociável. Sendo assim, a internet brasileira se tornará propícia ao convívio sadio.