Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 05/11/2021
Nos meses em que o programa “Big Brother Brasil” está no ar, as redes sociais ficam um caos com os usuários comentando as ações dos participantes. Essa situação faz com que a cultura do cancelamento ganhe destaque na sociedade, visto que a maioria do elenco faz algo que o leva a ser cancelado. Desse modo, urge a discussão de que cancelar não é a solução para corrigir o outro, bem como seus malefícios à sociedade.
Primeiramente, apesar do cancelamento ser mais comum com figuras públicas, todos os usuários são sucetíveis a essa situação, visto que “cultura do cancelamento” é o ato de excluir pessoa ou empresa a fim de puni-la por sua atitude. Sendo assim, o psicólogo Yuri Busin afirma que “cancelar não é a solução”, pois as atitudes precisam, sim, ser corrigidas, mas com diálogo. Caso contrário, o cancelado pode ficar com reiva e se recusar a refletir sobre suas atitudes, fazendo com que volte a repeti-las.
Além disso, a cultura do cancelamento corrobora o pensamento do escritor Jackson Goulart de que “o comodismo mental no condena a escuridão”, tendo em vista que, por medo de ser cancelado, os indivíduos apenas reproduzem as atitudes das massas. Ademais, o impacto na saúde mental dos usuários é enorme, como o caso do influencer Reckful, vítima de suícidio após ler comentários maldosos em uma de suas postagens.
Portanto, diante do impacto da cultura do cancelamento na sociedade, é necessário que medidas sejam tomadas. A partir disso, o ministério da cultura, em parceria com influencers, deve criar vídeos, didáticos e de fácil compreensão, informando sobre os malefícios do cancelamento, bem como maneiras para combatê-lo. Esses vídeos seriam divulgados em todas as plataformas digitais pelos influencers, a fim de conscientizar os usuários, fazendo com que o números de cancelados caia. Somente assim, será possível assistir ao programa “Big Brother Brasil” sem se preocupar a cultura do cancelamento.