Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 17/11/2021

São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Porém, a cultura do cancelamento contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, as pessoas e marcas são vitimas de discursos de ódio por terem visões diferentes ou por fazerem algo errado nas suas redes sociais. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos em virtude do individualismo e a má influência midiática.

Convém ressaltar, a princípio, que o individualismo é um fator determinante na persistência desse impasse. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a sociedade atual é fortemente influenciada pelo individualismo. A tese do sociólogo pode ser observada de maneira específica na realidade brasileira, no que tange à cultura do cancelamento. Essa liquidez que influi sobre o assunto funciona como um forte empecilho para sua resolução.

Outro ponto relevante, nessa temática, é a má influência midiática. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertida em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influencia na consolidação do problema.