Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 19/11/2021
Para o filósofo Thomas Hobbes, o homem possui a natureza de infligir as regras, de modo a ser o “lobo” de si próprio. Paralelamente a isso, no cenário atual, repleto de exposição em rede, a quebra de normas torna-se cada vez mais evidente, de modo a ocasionar, na maioria dos casos, o cacelamento do indivíduo. Nesse sentido, é fundamental discutir as raízes desse problema, bem como à sua consequência ao usuário.
Em primeira análise, é válido ressaltar que a cultura de cancelamente é oriunda de uma pressão social. Nesse viés, o sociólogo Émile Durkheim, em seu estudo, evidencia os padrões de comportamento e estética como fato social coercitivo, de maneira a exercer forte influência individual e punir quem deles fugir. Assim, usuários das mídias sociais, as vezes, por expressarem ou exporem opnião e ação contrária ao conceito padrão são cancelados. Dessa maneira, fica claro que esse cenário é reflexo do modelo comportamenal pré-estabelecido pela sociedade.
Além disso, é fundamental analisar as sérias consequências que o ato do cancelar tem na vítima. Sob essa pespectivas, o indivíduo não somente tem a sua imagem denegrida, mais também sofrerá com danos a saúde mental. Esse fato é retratado na série norte-americana 13 Reason Why, na qual a personagem Courtney é duramente criticada por amigos e passa a sofrer de ansiedade devido a fotos suas, postadas em redes, em um relacionamento homomossexual. Dessa forma, fica claro então que o cancelamento pode causar danos ao usuário, bem como a sua saúde mental.
Portanto, levando em conta a raiz do cancelamento, assim como seus risco ao indivíduo, é necessário políticas de mudança. Para isso, o Ministério da Educação, buscando evitar esse comportamento nas novas e futuras gerações, deve, por meio das escolas, promover debates com pais e alunos, abrindo espaço para fala e troca de experiência sobre o assunto. Também, objetivando acolher os usuários vítimas do cancelamento, o Ministério da Saúde, deve ampliar o atendimento psicológico nos posto de saúde, promovendo o acompanhamento integral do parciente. Dessa forma, podera-se-á, a longo prazo, evitar esse cenário e proteger as vítimas.