Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 21/05/2022
Na Grécia Antiga, a minoria composta por mulheres, crianças, homossexuais, idosos, analfabetos e refugiados eram excluídos dos debates que acontecia nas cidades-estado, também eram refutados por mostrar um ponto de vista. Sob essa óptica, é possível observar que o cancelamento ainda é um problema agravante na sociedade brasileira. Nesse viés, nota-se que a influência midiática e silenciamento se fazem presente no tecido social.
Diante desse contexto, a intervenção midiática é responsável pela realização de uma terra sem lei, visto que, nas redes sociais todos devem seguir um raciocínio e concordar com a opinião de algum desconhecido, caso contrário quem discordar é vítima de ameaças e ‘‘stalking’’. Em 1500, após os portugueses chegarem ao Brasil e colocar os índios como escravos proibindo de ser contra esse trabalho e fazendo que tivesse inimizades entre os nativos a fim de criar um cenário de superioridade. Dessa forma, percebe-se que esse entrave são nós criados desde a antiguidade.
Em paralelo à manipulação de midia de massa, o silenciamento é um transtorno à coletividade, pois se não tem sugestão para solucionar as lacunas sociais por exemplo, existe um cenário de que tudo está certo, tendo em vista, que muitos usuários de redes sociais, principalmente adolescentes, podem adquirir problemas psicológicos por meio da pressão, consequentemente, não tem uma opinião definida como sua. O artigo 5 da CF diz que todos os indíviduos são iguais perante a lei. Entretanto, na atual sociedade isso não tem acontecido.
Urge, portanto, que medidas devem ser tomadas para combater o cancelamento. Nesse sentido, as escolas- responsáveis pela educacional e psicossocial- devem fazer projetos por meio de eventos para solucionar a massificação. Essa iniciativa teria como finalidade a negligência social e de fazer que a sociedade seja solidária, unida e aberta para novas opiniões para uma melhoria e sem episódios de exclusão.