Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 30/05/2022
A cultura do cancelamento é um fenômeno em que a pessoa é ejetada de uma posição de influência ou fama devido a atitudes desumanas. No reality show, “Big Brother Brasil”, exbido no ano de 2020 uma participante, Karol Conká, sofreu ataques após a sua saída do programa por praticar atos de baixo calão contra outro participante, Lucas Penteado, sua eliminção ficou marcada pela recorde na história do programa, 99,17%. Nesse contexto, a cultura do cancelamento na sociedade seria uma maneira de ampliar a voz de grupos oprimidos e promover mudanças. No entanto, a falta de empatia e a imprudência no âmbito jurídico geram consenquências enormes na vida de quem é cancelado.
Em primeira análise, na medida em que coloca em risco a integridade moral e a dignidade de quem é alvo do discursos de ódio, a cultura do cancelamento, atrelada a falta de empatia passa a ser discurso de intolerância. Alfred Adler, psiquiatra escocês, afirma que: os seres humanos são egoítas, principalmente quando aplicado no interesse social.
Além disso, na atualidade há um descontentamento com o âmbito jurídico e uma sensação de que, na internet, se não fizerem o cancelamento, as pessoas não seram punidas. Isso se deve, sobretudo, às impugnativas leis virtuais e ao imediatismo provocado pelas redes sociais. Sendo assim, famosos perdem seu emprego, posto de influenciador em questão de pouco tempo.
Portanto, torna-se evidente que, para a resolução deste problema medidas terão que ser tomadas. Cabe ao Estado, inerligado com a figura do Ministério dos direitos humanos crie aulas gratuitas em locais planejados nas respectivas cidades por todo país que discutam sobre palavras e atitudes cometidas nas redes sociais, por meio de palestras e programas educativos, para que as pessoas possam refletir sobre o tema e tenham mais empatia pelo próximo. Ademais, o Ministério da Saúde deve garantir atendimento piscológico à população. Com isso, evitaremos casos parecidos com a “sister”, Karol Conká.