Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 31/05/2022
Não é novidade abrir as redes sociais e ver algum novo cancelado por ali, princi-palmente quando se trata de sub-celebridades, que estão em constante queda por conta da nova cultura do cancelamento, que vem se estendendo, de fato, cada vez mais. Com essa visão, são elaborados novos pensamentos que, é possível observar que existe uma seletividade em quem cancelar, por quais motivos cancelar e quanto tempo o cancelamento durará. Por isso é necessário discutir sobre os danos causados pelo cancelamento e a seletividade misógina da internet.
Primeiramente, um assunto que abrange a questão da saúde mental durante e pós-cancelamento é o caso da artista e famosa Luísa Sonza, que se tornou um dos, senão o maior, tópicos mais falados do país na rede de comunicação “Twitter”, que vem dominando o mundo online desde seu lançamento. A cantora foi cancelada após seu término de relacionamento com o humorista Whindersson Nunes, por acusações de traição, que surgiram da própria internet. Isso acabou sujando a carreira da famosa, além de causar impactos em sua saúde mental, o que a levou a se afastar das redes sociais por meses por conta de uma depressão desenvolvida por conta do ocorrido, até, enfim, poder seguir sua carreira sem ser atacada com frequência por algo que nunca houve provas de que verdadeiramente ocorreu.
Nessa forma de visão, é possível falar sobre o “cancelamento seletivo”, onde a própria internet quem deve ou não ser cancelado, os motivos de seu cancelamen-to, e quanto tempo durará. Partindo disso, um caso recente e famoso foi o do ator Arthur Aguiar, ex-bbb e campeão do reality, que antes de entrar no programa esta-va cancelado e não era muito falado na internet. O mesmo traiu a esposa 16 vezes durante todo o seu período de relacionamento e, como isso não se encaixa como certo nas normais sociais, o artista foi cancelado, porém não durou muito, já que assim que entrou no reality se tornou o favorito do público e foi perdoado por to-dos, enquanto uma mulher, que foi comprovado que não traiu, é julgada até hoje pelo ato.