Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 30/05/2022
⠀⠀⠀⠀Sob a perspectiva fisiológica do Poeta português Camões “Mudam-se os tempo, mudam-se as vontades”, é perceptível que tal citação exemplifica a realidade contemporânea em relação à tecnologia. A expansão do uso da internet e das redes sociais, além de terem aproximado pessoas geograficamente uma longe das outras, de conectar realidades dessemelhantes, também originaram fenômenos como a “cultura do cancelamento”. Diante disso, torna-se imprescindível a discussão dos males desse acontecimento tão discutido na internet, sendo eles: O cyberbully e o sentimento de uma falsa justiça.
Nessa linha de raciocínio, é primordial destacar a carência de investimentos no controle virtual, ocasionando no cyberbully. De acordo com o filosofo John Locke, o Estado foi criado por um pacto social para assegurar os direitos fundamentais dos indivíduos e proporcionar relações harmônicas. Entretanto, é notável o rompimento desse contrato nessas ocasiões. A exemplificação da situação torna-se presente com a notícia da BBC News, cujo Lucas Santos de 16 anos cometeu suicídio após uma onda de comentários ofensivos e homofóbicos na internet.
Além disso, o sentimentalismo de uma falsa justiça apresenta-se como outro desafio da problemática, cujos muitos acreditam que a violência é a resposta para a correção. De acordo com o Influencer Lucas Rangel, o cancelamento e comentários ofensivos não corrigem, só punem e destroem, não realizando a eliminação da problemática. Logo, tudo isso retarda o combate da justiça na internet.
Depreende, portanto, que medidas são necessárias para que haja uma correção na cultura do cancelamento. Assim, cabe ao governo e aos criadores das redes sociais, o aumento do percentual de investimentos na vigia virtual, por meio de palestras profissionais conscientizadadoras. Com o objetivo de diminuição do cyberbully e a falsa justiça, dessa forma, pode concretizar-se uma harmonia nas redes sociais.