Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 31/05/2022

Na série “control Z” da plataforma netflix, retrata a vida de alguns adolescentes que são cancelados pelos estudantes do Coégio Nacional depois de seus segredos pessoais serem expostos nas redes sociais. Não tão distante dessas ferramentas cinematográficas, o debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea vem sendo muito comentada nos aplicativos atuais. Nesse parâmetro é inegável que a falta de empatia e a imprudência no julgamento gera consequências enormes na vida de quem é cancelado e as indiferenças socias que se pode dizer como causa, onde devem ser amplamente analisadas e exterminadas.

Em primeira análise, formulamos que os “juízes da internet” tem uma falta de empatia gigantesca, pois só enxergam os erros dos prejudícados, provocando críticas maldosas, o que causa os prejuízos psicológicos e emocionais. Assim, portanto o psiquiatra escocês Alfred Adler, mostra em sua teoria da psicologia individual que os seres humanos são egoístas, principalmente quando investidos de interesse social. Dessa forma, na atualidade há uma sensação de que, na internet, se não fizerem o cancelamento, as pessoas não serão punidas.

Ademais, na medida em que coloca em risco a integridade moral e a dignidade de quem é alvo do discurso de ódio, a cultura do cancelamento passa a ser manifestação de intolerância. Além disso, segundo Hannah Arendt, a coletividade perdeu a capacidade de realizar julgamentos morais sobre os distúrbios que a afligem, tornando esses xingamentos altamente banalizados em seu cotidiano. Dessa maneira, as fervorozas leis virtuais e ao imediatismo provocado pelas redes sociais machuca milhares de pessoas que já passaram pela mesma situação.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas para que não aconteça mais ataques dessa forma é essencial dentro das plataformas, concientizando principalmente os “propagadores de ódio”. De maneira analógica o debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea tem que ser resolvido por meio de denúncias e aprendizados. Somente assim, segundo o pensador iluminista Jean Jacques Rousseau “a concordância faz com que permaneçamos estacionados e a discordância faz com que cresçamos”, e apenas dessa forma tem que se levar.