Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 01/06/2022
A Constituição Federal deve, proteger o direito à intimidade, a honra e a imagem. Porém, com o cancelamento que, acontece frequentemente na internet, esses direitos, muitas vezes, não são garantidos fielmente, prejudicando a vida de milhares de brasileiros. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos: o machismo enraizado na cultura do cancelamento e as consequências na vida dos cancelados.
Em primeira análise, evidencia-se como as pessoas espalham ódio de maneira desproporcional, infelizmente, quando mulheres cometem algum erro, o cancelamento é muito mais severo do que com um homem. Sob essa ótica, segundo o G1, os homens são mais cancelados no Brasil, sendo mais de 58% dos casos, porém, as mulheres são as que mais sofrem. Dessa forma, pode-se citar a Luisa Sonza, a qual, sofre “hate” até hoje, por uma suposta traição ao seu parceiro, o qual negou a traição, porém, continuou sendo cancelada gratuitamente. Por outro lado, Arthur Arguiar, assumiu ter traído sua mulher inúmeras vezes e, mesmo assim, ganhou o Big Brother Brasil sendo aclamado.
Além disso, o cancelamento traz diversas consequências para suas vítimas, prejudicando a vida de diversos brasileiros. Desse modo, a Karol com K é um bom exemplo, saiu cancelada do Big Brother Brasil e segundo relatos, tinha medo, até mesmo, de ir à padaria, devido crises de pânico desenvolvida pelo ódio recebido. Ademais, segundo a Brunch, a cantora teve um prejuízo financeiro de 5 milhões de reais. Consoante a isso, nota-se como o cancelamento acaba prejudicando de diversas formas diferentes, prejudicando a vida dos familiares também, pois o filho da Karol sofreu até ameaças de morte, além de, um défict financeiro na vida dele.
Torna-se evidente, portanto, que o cancelamento afeta a vida de muitos brasileiros, logo, é necessário recorrer a agentes sociais para solucionar o problema. Em primeiro lugar, o Governo Federal deve, por meio de leis, probir a distribuição de ódio na internet, com conseqûencias severas a quem infrigir a lei. Além disso, o Governo pode, também, promover campanhas de conscientização por meio da mídia como, rádios e redes sociais, para mostrar os reflexos do cancelamento para muitos brasileiros. Somente assim, conseguirá conter esse ódio distribuido na internet e melhorar a saúde mental dos “influencers”.