Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 15/06/2022
Em 1981, surgiu a internet no Brasil, todos naquela época acharam essa novidade incrível, mas conforme o tempo e com os avanços da tecnologia, apareceu o famoso “cancelamento”. Segundo o pesquisador Alisson V. Marques, que é jornalista, possui MBA em Marketing Digital e mestre em Administração pela Universidade de Fortaleza, o acontecimento começou em 2017 quando houve o movimento #MeToo, no qual ganhou mais força, pois denunciava assédio sexual envolvendo famosos e isso acabou se tornando o medo de muitos, visto que ser cancelado faz com que carreira sejam destruidas. Os “canceladores” que são pessoas normais se passando por juri, juízes e executores da lei, faz uma forma sádica de vingança penalizando as pessoas por um único erro, isso pode acontecer por meio de comentários maldosos e vídeos criticando sua aparência ou atitude.
No BBB (Big Brother Brasil), um reality show anual na rede globo, apresentou um caso de cancelamento que prejudicou a carreira de uma cantora, conhecida como Karol Conká, no qual a sociedade se manifestou energeticamente para penalizar algumas atitudes com relação a um dos participantes, assim prejudicando a cantora, fazendo com que a população tenha sensação de poder na internet.
Apresentam-se nas redes socias, como TikTok e Twitter, na qual aparecem com mais frequencia o “cancelamento”, e trazem algums consequencias, como os internautas julgarem as atitudes dos cidadãos sem o âmbito da justiça, assim danificando a sua saúde mental e fisica, por causa dos comentários maldosos em suas publicações na internet,/ e isso ocorre porque os “canceladores” não cumprem a constituição federal criada em 1988, que consiste em todos terem o direito a um julgamento justo com o amparo da lei.
Para reduzir o medo de muitos, as redes sociais poderiam investir em um mecanismo que possa punir e apagar comentários maldosos em publicações, e caso continuem comentando teriam as suas contas bloqueadas. Pode-se entender que a internet é a metonímea de uma sociedade que muitas vezes quer vingança, e não uma reflexão sobre o problema.